Excelente poema, Soledade.
Talvez na memória dos anos se renove
o tempo de nascer e a vida se transforme
num culto mais perfeito.
Aquilo que se faz sem medo de morrer:
o fascínio de ter asas.
Obrigada pelas usas palavras e pelo poema que me deixou: "era outra vez uma vez." Gostei muito.
O meu poema é antigo e é apenas um poema de solidão...
Um grande beijo.
"Tudo é caminho", não é verdade?
Mas é realmente interessante como aqui alude também aos momentos em que não crescemos - em que, como o sol, só esplendemos por esplender - e não apenas aos que habitualmente damos maior importância, em que destruimos o eu antigo para sermos mais nós. (Na minha idade é difícil sermos alheios a este processo. Passada esta, contudo, é preciso sapiência para dizer tão simplesmente a simplicidade.)
E mais do que um poema pensado, é um poema sentido. Belo.
Felizmente trouxe da casa dos canários e das rolas no telhado um livro com poesia sua e de outros poetas da blogosfera, para reler sempre que apetecer :)
Afixado por R.Joanna em março 3, 2008 08:45 PMSó caminho e pouco mais, entre sol e lua tão breves e frágeis.
De vez em quando, não esquecer de dizer que gosto muito de a ler :)
Boa noite, Sol
Tinha saudades de umm poema teu. Veio este: valeu bem esperar...
Afixado por amelia em março 4, 2008 10:47 AMGostei desta ideia/versos, Graça: «Aquilo que se faz sem medo de morrer: o fascínio de ter asas.» Talvez lhos roube para epígrafe :)
Fico satisfeita que tenha gostado do poema da Adelaide. É uma espécie de acalanto. E o seu poema, sendo embora antigo, tocou no meu "aqui-agora" e desencadeou essa resposta.
Um beijo
Rita, eu gostei dos momentos em que não cresci, em que estive simplesmente, toda inteira estando, com os pés de molho no charco morno dos dias. Mas não dura. Nunca estamos acabados. E aí vem tudo outra vez. Ciclos. É assim que percepciono o decurso da minha vida, entre o estar e o rasgar.
Olha, menina sábia, adorei a tua imagem da "casa dos canários e das rolas no telhado" :)
Um beijinho muito grande
Afixado por soledade em março 4, 2008 09:01 PMIsso de que às vezes falamos, Anita, tão breve e frágil...
Beijinho e saudades
Afixado por soledade em março 4, 2008 09:03 PMAmélia, e eu tinha saudades de escrever um poema. Mas há um desequilíbrio neste, a última estrofe, algo ali... Bom, verei.
Também tenho saudades tuas.
Beijinho
E « quando ruímos para dentro tudo por fazer outra vez » é tão difícil de voltar a fazer tudo outra vez...
Eu, humildemente, não encontro desequilíbrio na « vigília breve na terra áspera e mãos transidas de luar » ...
Há saudades e desejo de tempo para conversarmos sobre estas coisas e outras, tão ténuas e fugazes. Quando ? Para a Ana e Amélia, também as mesmas saudades e o mesmo abraço amigo.
em todos os momentos da vida, somos «caminho».
adorei o poema, excelente e belo!
Afixado por maria m. em março 5, 2008 06:08 PMFernanda, lembro-me a propósito de uma vez ter lido num livro (era literatura juvenil) o monólogo interior de uma adolescente que olhava para a avó, de 40 ou 50 anos, e pensava: "Quem me dera ser da idade dela e já não ter dúvidas, estar construída, crescida, feita». Ou algo assim. Pois poderíamos dizer umas quantas verdades às adolescentes, não é verdade? :)
Quanto ao poema, é o fecho, o remate que não me satisfaz. Coisas minhas.
Um beijo
Obrigada, mariah. Por vários motivos :)
Um beijinho
maria m., fico contente com a tua apreciação.
Um beijo
Seus poemas calam tão fundo, como se você enxergasse o que vai dentro da gente.
Beijo.
Adelaide, isso vindo de si...
Beijo amigo