Comentários: De vez em quando paramos de crescer

Excelente poema, Soledade.
Talvez na memória dos anos se renove
o tempo de nascer e a vida se transforme
num culto mais perfeito.
Aquilo que se faz sem medo de morrer:
o fascínio de ter asas.

Obrigada pelas usas palavras e pelo poema que me deixou: "era outra vez uma vez." Gostei muito.
O meu poema é antigo e é apenas um poema de solidão...
Um grande beijo.

Afixado por Graça Pires em março 3, 2008 07:14 PM

"Tudo é caminho", não é verdade?

Mas é realmente interessante como aqui alude também aos momentos em que não crescemos - em que, como o sol, só esplendemos por esplender - e não apenas aos que habitualmente damos maior importância, em que destruimos o eu antigo para sermos mais nós. (Na minha idade é difícil sermos alheios a este processo. Passada esta, contudo, é preciso sapiência para dizer tão simplesmente a simplicidade.)

E mais do que um poema pensado, é um poema sentido. Belo.

Felizmente trouxe da casa dos canários e das rolas no telhado um livro com poesia sua e de outros poetas da blogosfera, para reler sempre que apetecer :)

Afixado por R.Joanna em março 3, 2008 08:45 PM

Só caminho e pouco mais, entre sol e lua tão breves e frágeis.
De vez em quando, não esquecer de dizer que gosto muito de a ler :)
Boa noite, Sol

Afixado por ana assunção em março 3, 2008 10:41 PM

Tinha saudades de umm poema teu. Veio este: valeu bem esperar...

Afixado por amelia em março 4, 2008 10:47 AM

Gostei desta ideia/versos, Graça: «Aquilo que se faz sem medo de morrer: o fascínio de ter asas.» Talvez lhos roube para epígrafe :)

Fico satisfeita que tenha gostado do poema da Adelaide. É uma espécie de acalanto. E o seu poema, sendo embora antigo, tocou no meu "aqui-agora" e desencadeou essa resposta.
Um beijo

Afixado por soledade em março 4, 2008 08:54 PM

Rita, eu gostei dos momentos em que não cresci, em que estive simplesmente, toda inteira estando, com os pés de molho no charco morno dos dias. Mas não dura. Nunca estamos acabados. E aí vem tudo outra vez. Ciclos. É assim que percepciono o decurso da minha vida, entre o estar e o rasgar.

Olha, menina sábia, adorei a tua imagem da "casa dos canários e das rolas no telhado" :)

Um beijinho muito grande

Afixado por soledade em março 4, 2008 09:01 PM

Isso de que às vezes falamos, Anita, tão breve e frágil...

Beijinho e saudades

Afixado por soledade em março 4, 2008 09:03 PM

Amélia, e eu tinha saudades de escrever um poema. Mas há um desequilíbrio neste, a última estrofe, algo ali... Bom, verei.
Também tenho saudades tuas.
Beijinho

Afixado por soledade em março 4, 2008 09:05 PM

E « quando ruímos para dentro tudo por fazer outra vez » é tão difícil de voltar a fazer tudo outra vez...

Eu, humildemente, não encontro desequilíbrio na « vigília breve na terra áspera e mãos transidas de luar » ...
Há saudades e desejo de tempo para conversarmos sobre estas coisas e outras, tão ténuas e fugazes. Quando ? Para a Ana e Amélia, também as mesmas saudades e o mesmo abraço amigo.

Afixado por fernanda s.m. em março 4, 2008 10:41 PM

que belo poema, Sol.Gosto imenso.

Beijo, mariah

Afixado por mariah em março 5, 2008 08:43 AM

em todos os momentos da vida, somos «caminho».

adorei o poema, excelente e belo!

Afixado por maria m. em março 5, 2008 06:08 PM

Fernanda, lembro-me a propósito de uma vez ter lido num livro (era literatura juvenil) o monólogo interior de uma adolescente que olhava para a avó, de 40 ou 50 anos, e pensava: "Quem me dera ser da idade dela e já não ter dúvidas, estar construída, crescida, feita». Ou algo assim. Pois poderíamos dizer umas quantas verdades às adolescentes, não é verdade? :)
Quanto ao poema, é o fecho, o remate que não me satisfaz. Coisas minhas.
Um beijo

Afixado por soledade em março 6, 2008 03:39 PM

Obrigada, mariah. Por vários motivos :)
Um beijinho

Afixado por soledade em março 6, 2008 03:42 PM

maria m., fico contente com a tua apreciação.
Um beijo

Afixado por soledade em março 6, 2008 03:43 PM

Seus poemas calam tão fundo, como se você enxergasse o que vai dentro da gente.
Beijo.

Afixado por adelaide em março 10, 2008 12:31 AM

Adelaide, isso vindo de si...
Beijo amigo

Afixado por soledade em março 11, 2008 04:57 PM