Excelente! Desconhecia. Uma nova geração de bons músicos franceses. Dá-nos mais a ouvir.
Afixado por L. em março 20, 2008 12:44 AMMuito bom, também acho. Digno herdeiro dos grandes. Notaste o poema? A violência da letra? São bem os nossos tempos.
Afixado por soledade em março 20, 2008 12:48 AMOlá Soledade! Como deve calcular sou da geração da música anglo-saxónica e muito do que é a boa música em língua francesa tem-me passado ao lado. Certo, é inevitável conhecer Brel, Aznavour ou Gainsbourg (que é o meu preferido, sobretudo a música " Le Poinçonneur des Lilas " da qual há uma versão por um grupo belga chamado Deus - um mimo!). Quanto a este cantor, que me era completamente estranho, gostei de o ouvir com a letra ao lado, ainda que muitas frases tenham ficado por decifrar. Esta música parece um guião de uma curta-metragem, de conversa ensimesmada. Apreciei bastante o último parágrafo, é revelador da atitude francesa para com os estrangeiros, face a todo um ideário que deveria orientá-los num sentido contrário. Obrigado pela partilha!
Valter
«Esta música parece um guião de uma curta-metragem»
É exactamente o que penso, Valter, e uma das razões do meu fascínio por Bénanabar. Os dois cds dele que conheço têm essa característica, essa representação crítica da contemporaneidade a partir de situações - curtas metragens, nem mais - do quotidiano de gente comum.
Quanto ao que dizes no final, receio que a atitude altaneira e mesmo xenófoba (tão contraditória, afinal, considerando o decisivo contributo dos iluministas francesas para a definição de uma Carta Universal dos Direitos dos Homens), não seja apanágio dos franceses. Chegam-me ecos de Espanha, por exemplo, coisas muito feias contra cidadãos sul-americanos. E por cá... Normas da UE, dizem. Isto está a pôr-se feio.
Já que vieste do Humanitas (achei graça a isso), hei-de mandar-te a tradução da letra :) E no 3º Período podemos ir trocando informação sobre música francesa. Gainsbourg, então? Também gosto muito desse farsante!
Um abraço, bom descanso
Por aqui não consigo abrir...é uma bela canção, que conheço e tenho também graças à Ana...Às duas, um beijo e a todos boa Páscoa!
Afixado por amelia em março 21, 2008 09:34 AMDevias conseguir abrir. Mas bom, tu conheces a canção. Lembro-me de termos conversado acerca, eu disse-te que pensava no Bénabar como um continuador do Brassens; tu achaste que eu colocava o Bénabar demasiado alto. Continuo a pensar do mesmo modo :) E dá-lhe tempo, ele tem 30 anos, mal começou.
Bj
desisti, por momentos, das navegações e dos passeios pelos nocturnos, por cansaço ou exaustão.
regresso; tinha ouvido os nocturnos de chopin; regresso e encontro este benabar desconhecido. Obrigado!
a sonoridade da fonética francesa, nesta voz,e neste tempo, comove, mas "faut pas pleurer", como o outro dissera "ll faut pas avoir peur"
os iluministas andam próximos dos iluminados e estes são as mais tétricas personagens da história.
cxara, eu também tenho andado longe das navegações na internet, falta de tempo, cansaço, outras navegações... Nocturnos de Chopin? Trazem-me sempre Vergílio Ferreiro à memória. Uma melancolia pungente, mas doce. Bénabar é mais terra-a-terra. Mais duro. É do nosso tempo.
Um abraço