E então? Interrogado atabalhoadamente, mas com intenções provocatórias, por Mota Amaral, sobre a falta de empenho na defesa do Tratado de Lisboa, o primeiro-ministro reagiu da melhor forma possível: o tratado foi uma das apostas políticas da sua vida política, logo, "acha que eu ia pôr em causa a minha carreira política?". É melhor colocar no contexto, não?
Não é razoável ter carreira política? Ou vamos achar, como Cavaco, que a actividade política é desprezível e coisa a que ninguém se deve dedicar? Levando-o depois a ligeirazas como esta das raças? Só Cavaco e outras formações, que acham que a política é uma missão, é que podem pensar dessa forma. O primeiro-ministro de Portugal e as pessoas que verdadeiramente respeitam a política e a Democracia, não.