Regressaste com lembranças do S. João na lírica de um dos teus poetas bem-amados. Óptimo! Mantém-te à tona e não descuides esta janela.
Afixado por L. em junho 24, 2008 03:14 PMManuel Bandeira na melancolia de um belo poema.
O tempo passa. A festa acaba. Começa a nossa perplexidade perante a vida...
Gosto que tenha regressado. Um beijo.
Ainda bem que nos trouxeste o Manuel Bandeira,após uma tão longa ausência.
«Hoje, sempre, amanhã, a vida inteira/teu nome será sempre, para nós, Manuel,bandeira!(Drummond)
Sempre coisas maravilhosas aqui. Gosto muito.
Afixado por Ch. Melody em junho 25, 2008 04:55 AMCorrijo a citação(feita de cor ou de coração) de Drummond:
«Ontem, hoje, amanhã, a vida inteira
teu nome será sempre para nós,Manuel, bandeira»
Lá se foi o S. João, L. Nem dei por ele, aqui amarrada ao trabalho. Mas lá vem agora o S. Pedro. Havia uma grande feira anual pelo S. Pedro, na minha terra. Quanto à janela aberta, vamos ver que trazem os ventos.
Afixado por soledade em junho 25, 2008 10:57 AMGraça, tinha saudades das suas visitas, da sua sensibilidade na leitura dos poemas que vou partilhando. Mas tanta coisa se enovelou, que o Nocturno adormeceu e a blogoesfera ficou para trás.
Manuel Bandeira é exímio a dizer-nos que a festa acaba. Que tudo passa. Gosto muito destes versos:
«Apenas balões
Passavam errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.»
É triste, é bonito, é perfeito para nos dizer da efemeridade.
Oxalá na minha terra o S. João ainda cheire a rosmaninho...
Um beijo
Afixado por soledade em junho 25, 2008 11:09 AMObrigada pela citação, Amélia, e pelas boas-vindas. Sim, ele ser-nos-á sempre bandeira! :)
Afixado por soledade em junho 25, 2008 11:18 AMCoisas muito bonitas também no Illusioniste Mellody, Ch. Melody. E foi óptimo ser recebida pela Nico :)
Afixado por soledade em junho 25, 2008 11:21 AMGosto daquela Rosa, que vem a seguir a Tomásia!
é a mesma de:
.....
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
....
Há um sítio onde Bandeira diz:
"Quando estávamos à noitinha no mais aceso das rodas de brinquedo, era hora de dormir, vinha ela e dizia peremptória: "Leite e cama!" E íamos como carneirinhos para o leite e a cama. Mas havia, antes do sono, as "histórias" que Rosa sabia cotar tão bem...
Muito bom dia, Soledade
Beijos
No 25 de junho, ia dizer coisas tristes mas depois de ler o Bandeira e a Rosa que o Zef tão bem cita naquele sítio... : "íamos como carneirinhos para o leite e a cama", deixei-me de rabugices, preguei dois beijos na minha mãe e no meu pai e fiquei a torcer para que o S. João da Sol cheire mesmo a rosmaninho!
Que assim seja, pronto !
:)
Bjos para todos
"Coisas tristes no dia 25 de Junho"?! Nada disso!
AMIGOS, A ANITA HOJE FAZ ANOS!!! :)
A menina trate de se pôr alegre, de festejar com o Sedinhas, enquanto não arranjamos oportunidade para o Barca Velha, rs! E para o licor caseiro que não enviei pelo correio porque tive receio. E trate de dar graças à vida: hoje cheira a verão, a solstício, a rosmaninho, a bebés bonitos e gorduchos e a ciganitas de olhos brilhantes! Dixit!
Beijinho grande, minha amiga!
...das coisas simples e melhores que vivi - vivemos - na nossa infância. Saltar a fogueira, o folguêdo, esse dormir infantil e cansado.Ateemos as nossas fogueiras, mantenhamos acesa a noite enquanto a vida nos for.
Abraço
Morfeu
aleluia, aleluia, aleluia pelo retorno
quando tinha seis anos eu também colhia(mos) rosmaninhos, acendia(mos) a fogueira, saltava(mo)-la e ria(mos) até ao cansaço, até se extinguir o cheiro.
Zef, é de certeza a mesma Rosa! Sorte a dele e a minha e a sua, Zef!, que tivemos "Rosas" na nossa infância, por breve que ela tenha sido para alguns de nós. Mas tivemos, enquanto durou, colo e histórias que afastaram pesadelos e teceram os sonhos de que ainda nos alimentamos.
Um bom dia para si, Zef, e para todos em Pasárgada! Quem sabe se este ano lá vos verei, mais à lua gorda e vermelha dos grandes calores, a levantar-se por trás dos castanheiros.
Um beijo
Morfeu, a energia estival e solar do S. João e esse cansaço bom depois do folguedo, a luta comiga mesma para ficar acordada até ser lançado o grande balão de ar quente e se deitar fogo ao carvalho (na verdade um pinho vestido de rosmaninho e bandeirolas de papel) é das memórias jubilosas da minha infância! Sorte a nossa que tivemos uma infância! Mas manter a fogueira acesa não é fácil nos dias que correm. E bem precisamos de atear fogueiras para limpar a aspereza dos dias, trazer de volta uma simplicidade, reinventar uma alegria mais próxima do coração humano.
Gosto da tua mensagem de esperança, Morfeu!
Um abraço e um belo dia de S. Pedro
Olá, cxara. Obrigada pelas boas-vindas:)
Não havia nada melhor que o cheiro do rosmaninho e a nossa alegria de putos, pois não? Bons tempos, na nossa Raia... Hoje o S. João, por lá, ao que me disse um amigo que foi este ano, é igual ao de todas as festas pimba do mês de Agosto.
Um abraço