Essas cassandras para turistas do Norte! Bom poema. Vejo que é antigo. É que ainda havia pesetas :)
Afixado por nd em setembro 22, 2008 06:19 PMUma evocação interessante de Granada, a`"negra arenga" das ciganas e a praça esmagada pela mole da catedral.
Afixado por L. em setembro 22, 2008 09:47 PMo preço da arenga regulado pela disformidade;
parece justo;
Gosto desta evocação da cidade onde fuzilaram Lorca e tantos outros. Só lá estive uma vez -em 1970 -e precisaria de lá voltar;também para rever o Alhambra...
Afixado por amelia em setembro 23, 2008 11:29 AMO poema é antigo, nd, do tempo em que havia pesetas, sim. Foi um poema longo, ficou reduzido a um apontamento.
É isso mesmo, L. Até parece que foste comigo a Granada :-)
Eu não diria melhor, cxara!
Também tenho saudades de Granada, Amélia. Em especial do Allambra.
Afixado por soledade em setembro 24, 2008 12:07 AMTambém em mim perdura uma memória longínqua de Granada, escondida num recanto de um dos jardins do Alhambra, com um azulejo encimando uma fontezinha a dizer, pela voz enorme de Lorca, "quão triste é ser cego em Granada". Mais cegos foram os que te assassinaram, amigo Lorca,porque eles nunca conseguiram guardar memórias felizes de Granada...
Por isso é bom encontrar estas memórias dispersas de Granada, antigas que sejam.
A sua memória é mais agradével, Aires. É curioso, na minha cabeça começam a misturar-se recordações de Granada e da Camarga. Um certo sul. Preciso de regressar.
Um abraço para a Torre de Anto [agora, há gente de Pasárgada por aqui:-)]
Memórias de um certo sul... é isso, sim, Soledade. Onde o sol, mais quente e dourado, tem outro significado...Cada um guarda memórias da "sua Granada", diferentes, mas convergindo, todas, para o "embrujo" que daquela maravilha se desprende. Eu, sinto de novo a magia dos Jardins da Alhambra: o cheiro das flores brancas num entardecer quente, o murmúrio da água eternamente correndo, a beleza do palácio árabe, e imagino sempre as lágrimas do último rei mouro, que a perdeu para os reis católicos e que por isso teve de a abandonar. E a réplica dorida, mas cruel da sua Mãe.
É preciso regressar...
Afixado por fernanda s.m. em setembro 24, 2008 10:43 PMLer as mãos em "negra arenga" de ciganas. A praça. As pombas. Bela, esta longínqua memória de Granada.
Um beijo Soledade.
Tudo isso é Granada, Fernanda. E um dédalo de ruas na memória. E ainda a poesia de García Montero a chamar mais alto que a do último rei mouro, mais alto até que a de Lorca. As nossas afinidades electivas :-)
Um beijo
Graça, apraz-me que tenha ouvido comigo a arenga das ciganas.
Um beijo