pués si, que se neguen! lo haremos con clones!
A sério: o progresso, a ciência, a política, a arte- a humanidade, afinal- não são essa luta contra a tirania, o medo, a miséria...?
Mulheres parindo apenas na idade de oiro, ou a cobardia do humano...
Parece-me que o querer dizer está longe disto, mas o que diz...
Apesar disso soa bem este galego.
um abraço
Gostei muito deste poema, apesar de não entender algumas palavras, mas, no todo não há dificuldade para compreender.
Beijo-a
cxara, nunca houve idades de oiro, mas há tempos mais férreos que outros. Alguém há-de levar, eventualmente, o barco a melhor porto, mas assiste às mulheres o direito da escolha e da recusa: recusar-se a alimentar a linha de produção de escravos. O apelo indignado de Ramon Sampedro nasce nesse contexto. E de dilemas, partidas da má sorte e impossibilidades ele sabia tudo. Quanto ao galego, é mesmo doce, não é?
Um abraço
Fred, assim que tiver um bocadinho, traduzo-o e mando-lho. Mas é como diz, não há dificuldade em apanhar o sentido. Afinal, português e galego são línguas muito próximas.
Um beijo
Adorei o poema. A mulher tem o direito de decidir e regra geral decide bem... na minha opinião.
Não conheço este autor, Ramón Sampedro. Irei procurar. Obrigada e um beijo Soledade.
“O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito”.
Mário Quintana (poeta e escritor brasileiro)
Afixado por Orlando em novembro 6, 2008 01:49 AMNão é o aborto que o poema equaciona, Orlando, é uma escolha: procriar ou não.
Quanto ao poema de Quintana, é leviano e ligeirinho, como muitos poemas dele. Nada é tão simples. Infelizmente.
Graça, Ramon Sampedro tem uma poesia, do pouco que li, doce e atenta ao circundante. O que não deixa de ser extraordinário para um navegante cuja vida ficou reduzida, durante 20 anos, a lembranças e ao mar visto por uma janela. Tomei conhecimento da sua poesia por causa do filme que foi feito acerca da vida dele, creio que se chamava "Mar Adentro". Vi-o há quanto tempo? Três anos, talvez. Sei que as Cartas de Ramon (pugnando pelo direito de morrer) foram publicadas em Portugal. Este livro, "Cando eu Caia", não sei.
Um beijo
O poema é muito belo.
...Sim, é melhor que o Homem acabe...antes que destrua o planeta...
Arménia, não, isso não! Havemos de! Ou, como se diz no momento: "Yes we can".
Acho que o poema não apela à desistência (ou pelo menos não o entendi assim), é antes um grito de revolta e um ultimato que não por acaso é posto na boca do elo mais frágil da estrutura social - as mulheres. Podíamos levar mais longe a leitura e estabelecer analogias com o sistema de produção. No mais, partilho do ponto de vista do cxara: "o progresso, a ciência, a política, a arte - a humanidade, afinal - não são essa luta contra a tirania, o medo, a miséria?" É claro que são. E a luta tem muitas formas.
Um abraço, obrigada por ter vindo e se ter manifestado. E... coragem!
Pois, bem me parecia que era o Ramón de "Mar Adentro". Também não lhe conhecia a poesia e este poema é mesmo ajustado. Pôr seres no mundo para alimentar esta loucura, sim...há que pensar e cada vez mais urge o grito de revolta! Sabemos o que querem dos nossos filhos e é preciso que "eles" saibam que sabemos!!! E que porventura podemos dizer não!
O galego é terno, pois.
Sempre Sol! :)
Beijo
É isso tudo, Anita! Sempre! :)
E amanhã é também dia de lembrar.
Um beijo