Comentários: Que se neguen a parir

pués si, que se neguen! lo haremos con clones!
A sério: o progresso, a ciência, a política, a arte- a humanidade, afinal- não são essa luta contra a tirania, o medo, a miséria...?
Mulheres parindo apenas na idade de oiro, ou a cobardia do humano...

Parece-me que o querer dizer está longe disto, mas o que diz...
Apesar disso soa bem este galego.
um abraço

Afixado por cxara em novembro 4, 2008 10:09 PM

Gostei muito deste poema, apesar de não entender algumas palavras, mas, no todo não há dificuldade para compreender.
Beijo-a

Afixado por Fred Matos em novembro 4, 2008 10:21 PM

cxara, nunca houve idades de oiro, mas há tempos mais férreos que outros. Alguém há-de levar, eventualmente, o barco a melhor porto, mas assiste às mulheres o direito da escolha e da recusa: recusar-se a alimentar a linha de produção de escravos. O apelo indignado de Ramon Sampedro nasce nesse contexto. E de dilemas, partidas da má sorte e impossibilidades ele sabia tudo. Quanto ao galego, é mesmo doce, não é?
Um abraço

Afixado por soledade em novembro 5, 2008 12:25 AM

Fred, assim que tiver um bocadinho, traduzo-o e mando-lho. Mas é como diz, não há dificuldade em apanhar o sentido. Afinal, português e galego são línguas muito próximas.
Um beijo

Afixado por soledade em novembro 5, 2008 12:27 AM

Adorei o poema. A mulher tem o direito de decidir e regra geral decide bem... na minha opinião.
Não conheço este autor, Ramón Sampedro. Irei procurar. Obrigada e um beijo Soledade.

Afixado por Graça Pires em novembro 5, 2008 10:24 AM

“O aborto não é, como dizem, simplesmente um assassinato. É um roubo… Nem pode haver roubo maior. Porque, ao malogrado nascituro, rouba-se-lhe este mundo, o céu, as estrelas, o universo, tudo. O aborto é o roubo infinito”.

Mário Quintana (poeta e escritor brasileiro)

Afixado por Orlando em novembro 6, 2008 01:49 AM

Não é o aborto que o poema equaciona, Orlando, é uma escolha: procriar ou não.
Quanto ao poema de Quintana, é leviano e ligeirinho, como muitos poemas dele. Nada é tão simples. Infelizmente.

Afixado por soledade em novembro 6, 2008 09:42 AM

Graça, Ramon Sampedro tem uma poesia, do pouco que li, doce e atenta ao circundante. O que não deixa de ser extraordinário para um navegante cuja vida ficou reduzida, durante 20 anos, a lembranças e ao mar visto por uma janela. Tomei conhecimento da sua poesia por causa do filme que foi feito acerca da vida dele, creio que se chamava "Mar Adentro". Vi-o há quanto tempo? Três anos, talvez. Sei que as Cartas de Ramon (pugnando pelo direito de morrer) foram publicadas em Portugal. Este livro, "Cando eu Caia", não sei.
Um beijo

Afixado por soledade em novembro 6, 2008 09:52 AM

O poema é muito belo.
...Sim, é melhor que o Homem acabe...antes que destrua o planeta...

Afixado por Arménia Baptista em novembro 6, 2008 10:09 AM

Arménia, não, isso não! Havemos de! Ou, como se diz no momento: "Yes we can".
Acho que o poema não apela à desistência (ou pelo menos não o entendi assim), é antes um grito de revolta e um ultimato que não por acaso é posto na boca do elo mais frágil da estrutura social - as mulheres. Podíamos levar mais longe a leitura e estabelecer analogias com o sistema de produção. No mais, partilho do ponto de vista do cxara: "o progresso, a ciência, a política, a arte - a humanidade, afinal - não são essa luta contra a tirania, o medo, a miséria?" É claro que são. E a luta tem muitas formas.
Um abraço, obrigada por ter vindo e se ter manifestado. E... coragem!

Afixado por soledade em novembro 6, 2008 01:34 PM

Pois, bem me parecia que era o Ramón de "Mar Adentro". Também não lhe conhecia a poesia e este poema é mesmo ajustado. Pôr seres no mundo para alimentar esta loucura, sim...há que pensar e cada vez mais urge o grito de revolta! Sabemos o que querem dos nossos filhos e é preciso que "eles" saibam que sabemos!!! E que porventura podemos dizer não!
O galego é terno, pois.
Sempre Sol! :)
Beijo

Afixado por ana assunção em novembro 6, 2008 06:28 PM

É isso tudo, Anita! Sempre! :)
E amanhã é também dia de lembrar.
Um beijo

Afixado por soledade em novembro 7, 2008 07:26 PM
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