Hoje ando calado com uma manhã tão linda, mas os livros são isso mesmo, o poema, e entram na manhã pelas suas palavras, e lembro que ambos são o lado melhor do meu mundo.
Afixado por nd em dezembro 10, 2008 10:12 AMPosso divulgar no meu blogue, Sol? Claro que é isso...
E já agora: para quando fazer saltar do blogue ou da gaveta para um livro desses que fisicamente moram a nosso lado, connosco, dentro de nós e nos iluminam os dias, este e os outros teus poemas de que gostamos tanto?
Afixado por amelia em dezembro 10, 2008 01:14 PMEu costumava ter um problema com as manhãs. Talvez já não tenha, talvez não tanto como já tive, talvez possa também dizer que elas são, apesar de tanto lixo que nos cai em cima a cada despertar, das melhores coisas do meu mundo. Pelo menos quando assim chegam, como hoje: claras, frias e lisas. Quantos aos livros, que seria de nós sem a sua presença?
Obrigada, nd.
Podes divulgar, Amélia, claro. Quanto ao resto, já conheces a resposta :)
Afixado por soledade em dezembro 10, 2008 01:28 PMQuando pensávamos que nada mais se poderia escrever sobre aqueles seres de papel com a sua exacta beleza, a Sol posta um novo poema :)
Um elogio seu é, e estou certa de que partilham a minha opinião, um dos maiores elogios que se pode receber. Obrigada.
Beijos
Afixado por R. Joanna em dezembro 10, 2008 04:39 PM"da mais provada fidelidade" - os livros.
Bom poema!
Um livro.Uma lupa.
Afixado por Adriana em dezembro 10, 2008 10:23 PM"vagar dos dedos", nem sempre, mas vogar também não; "luvas"? metáfora surpreendente!"dóceis" até à submissão, mas rebeldes revoltados,outros;
livros- não são amigos porque lhes falta a paridade.
Os livros são meus melhores amigos !
Afixado por Adair em dezembro 10, 2008 11:15 PMluva, bisturi, sortilégio.
Sim, é verdade.
Ótimo poema, Sol.
Beijos
"mar ao vagar dos dedos..." sem ir ter à morte.
Gosto.
Hoje quero-os, os livros, luva!
Um beijo
Que poema tão bonito, daqueles que fazem acreditar, que nos fazem perceber novas dimensões de algo que faz parte de nós, e que faz pensar que alguns dos outros assim também perceberão.
Afixado por sete-sóis em dezembro 11, 2008 12:45 PMUm belo poema, sem dúvida.
E, face a ele (e não só), é claro que a pergunta da Amélia faz todo o sentido. A Soledade tem de pôr termo a este "braço de ferro" de uma vez por todas :)
(Aproveito para fazer publicidade à Festa dos Livros da Gulbenkian, uma boa oportunidade para comprar excelentes livros a preços em conta.)
Afixado por Paulo Tavares em dezembro 11, 2008 10:35 PMUma luva ? então será por isso que tanto gosto de os sentir na mão ? Mais uma vez, Soledade, que sensibilidade para dizer tão bonito aquilo que, quem gosta de livros sente, mas não sabe ..., expressar !
Beijo grande, Amiga.
A luva. O bisturi.O sortilégio. Sim, Soledade. E são a fuga, o refúgio, a pausa, a torrente...
Um beijo.
Aos amigos, os olhos vêem-nos sempre perfeitos, por dentro e por fora; livros são isso mesmo mas a Sol diz muito melhor e, já agora, não resisto "às papilas do olhar"!
Paulo, nem tanto em conta assim...este ano, os livros da Gulbenkian ou então foi o meu porta-moedas que encolheu :)
Beijo
Fui à Gulbenkian em fins de Novembro - os livros, já em festa dos livros, custavam o mesmo que um m~es e meio antes, quando fui ver a exposição Weltliterature...Não costumava ser assim...
Afixado por amelia em dezembro 13, 2008 08:28 AMAinda assim, conselho bom, o do Paulo. Graças a ele tenho um "pequeno calhamaço" de história do direito para o segundo semestre da faculdade que custou uma quantia muito em conta :)
Afixado por R.joanna em dezembro 13, 2008 03:32 PMos livros apelam aos sentidos, a uma leitura pessoal, libertam e são são eternos... tudo isso a soledade diz neste belo poema.
Afixado por maria m. em dezembro 17, 2008 10:31 AMMergulhada em trabalho, negligencio o blogue, mas quero agradecer a todos as palavras, os ecos de leitura.
Joanna R, sete-sóis, Fred, Adair, Anita, Paulo, Zef, Graça, Fernanda, maria, Adriana, L., Amélia, cxara, temos o melhor do mundo: têmo-nos uns aos outros, o reconhecimento de quem conta. É bom ter amigos.
A propósito de algumas observações aqui feitas: certos livros insurgem-nos, outros insurgem-se(estou a lembrar-me do Ulisses de Joyce que me expulsa sempre à 10ª ou 11ª página). E alguns são companheiros, há livros que nos acompanham pela vida toda, o que neles se inscreve e o próprio objecto físico, manuseado, gasto, marcado pelas vicissitudes, e neles nos reconhecemos e repousamos. Não sei como será o futuro, desmaterializámos tudo, o trabalho, a música, os livros (agora meros bytes), mas eu nasci no século passado, firmei-me nele, não saberia viver sem o objecto físico, a leitura sem sublinhados, sem toque nem cheiro. Quanto à luva: pensei no modo como as luvas se ajustam às mãos, uma 2ª pele, conforto e protecção, pensei nas mãos, extensão de nós. E ouvi o símbolo sonoro, a vogal fechada. Confesso que as minhas associações são muitas vezes auditivas.
Isto o que me lembra sobre a génese deste poema que não é recente.
Um abraço apertado a todos, reunidos também por este amor aos livros.
Soledade,
Já que já disseram tudo sobre este poema, apenas me atrevo a repetir: Lindo como tudo que você [e a Eugénia] escreve.
Beijos
Joeldo
Viva !! Já não sei como cheguei aqui, parei para olhar e gostei do que vi, vou voltar para beber cada poema como quem bebe um chocolate quente numa taça antiga. Abraço. Cristina
Afixado por cristina dinis roldao em dezembro 21, 2008 03:21 PMJoeldo, obrigada. A Eugénia manda um abraço ao Rodolfo. E eu, um beijo para si.
Afixado por soledade em dezembro 22, 2008 01:19 AMBem-vinda, Cristina. Esteja em casa :)
Afixado por soledade em dezembro 22, 2008 01:20 AM