Creio que nunca serei sábio se os meus olhos rirem.
Afixado por babel em janeiro 26, 2009 04:27 PMA vida é assim. Como é aquela frase de Steiner? Ou que o Steiner cita? "Deus vive no pormenor".
Afixado por L. em janeiro 26, 2009 07:00 PMCintra retoma um tema muito velhinho para um exercício gregoriano.
um magnífico Dali que parece um Chagall é uma trufa a continuar uma salada de agrião (que podia ser de "merujes");
merujes, na minha terra, são delicadas ervas da ribeira que se comiam em salada muito avinagrada (acho que já não deve haver;
Excelente o texto de Luís Miguel Cintra. A vida está de facto muito banalizada. Mas resta a esperança. Ele próprio o diz: "Eu ainda choro com esta sensação de vida. Ainda não desisti de ser apaixonado. Já sinto passar o tempo, mas ainda não quero chegar à idade da sabedoria".
Um beijo Soledade.
Um tema clássico, este do caos deslumbrante; mas que hei-de fazer, comovem-me as duas primeiras frases do último parágrafo e sinto-me em relativa sintonia com a derradeira.:)
A vida é assim...
Já agora, este espectáculo foi bem bonito, acho que a menina não chegou a ver.
Beijinho
ah, o tempo, esse velho de bengala que todos temem.
Afixado por Adriana em janeiro 28, 2009 11:35 PMNão é que não queira chegar à idade da sabedoria, mas, se, com a idade, não se aprende grande coisa...
Mas ser-se apaixonado contraria a sabedoria?
Também não quero ser sábio,(os olhos ainda riem - olá, Babel!) e morra a sabedoria!
:)
(Devo ter treslido o texto, mas...pronto!)
Beijos
Saio sempre daqui com algo precioso na bagagem.
Identidades, caminhos que se encontram. Também eu fico pensando muito no que aprendo, no que desejo reter ou libertar pela vida...
Há um convite para você (lúdico, em clima de férias) no Casulo Temporário.
abraço!
Conservemos a capacidade de nos surpreendermos, babel, pois é disso que se trata, não é?
Afixado por soledade em janeiro 30, 2009 04:22 PMcxara, parece de facto um Chagall, aquele galo ao fundo, uma concentração de metáforas de aparência ingénua. Não gosto muito de Dali, mas esta pintura surpreendeu-me.
Meruje (será que se escreve assim?) ainda há, tem de se ir a ela, como dantes, na ribeira, nos lameiros... Meruje, azedas, bons sabores da infância. Ainda vai havendo.
Estou de saída para os nossos sítios.
Um abraço
É o Steiner, bem lembrado, L.
Afixado por soledade em janeiro 30, 2009 04:31 PME nós a tentarmos sacudir um pouco essa ganga da banalidade para encontrarmos a luz dos dias, Graça.
Um beijo, bom fim-de-semana
Ana, adorei o "caos deslumbrante". A vida é assim...
Pois não cheguei a ir à Gaivota, não. Não sou uma indefectível da Cornucópia, como certas outras ;)
Beijinho
O tempo trucida-nos; ou elide-nos, Adriana, no fim vai dar no mesmo. Sermos criaturas do tempo faz parte da nossa grandeza e da nossa miséria.
Afixado por soledade em janeiro 30, 2009 04:41 PMTresleu nada, senhor mano do meio. E sabemos, nós que somos amigos, que os seus olhos riem. E da sua sageza epicurista também sabemos. E agora vamos dar uma corrida à chuva? :)
Afixado por soledade em janeiro 30, 2009 04:44 PMAna Cecília, gostei de ler isto: "o que aprendo, o que desejo reter ou libertar pela vida". Ecoou uma passagem dos Cadernos de Lanzarote, acerca da memória e do labor do tempo. Mas já são tantas referências que guardamos connosco (o que se há-de libertar?)que não consigo localizá-la no livro em causa.
Vou responder ao seu desafio :)
:)
Afixado por Chat Gris em fevereiro 3, 2009 11:05 PMUma lição de humildade ...
Venho pela estrela da madrugada e pela poesia Soledade, l´´a como aqui ...
cordialmente
___________ JRMATO
Cibele, aqui a vida levou uma volta inesperada, bateu duro, e eu remeti-me ao silêncio. Devo uma carta. Seguirá em breve.
Um beijinho
JRMATO, tenho estado fora, mas é com satisfação que o nocturno o recebe. V
Um abraço e obrigada pelas palavras gentis