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Afixado por yurrfqvwq em outubro 23, 2009 03:23 PMA concepção de moderno para Agostinho (da Silva) é um tanto atípica e talvez contraditória em certos aspectos. O moderno,como muitos livros atestam, vive o estigma do tempo presentificado na medida em que exige uma preocupação pela preservação da memória, a fim de contornar a amalgamada e fragmentada quantidade de informações vigentes, entificando o próprio tempo. Ninguém, de fato, deseja esquecer. Todos usufruem de recursos eletrônicos para o armazenamento da memória, porém sabe-se lá a quem ou porque se dirige tal frenética preocupação. Há um descaso muito evidente dos presentistas em relação ao futuro já que estes mesmos possuem um horizonte de espectativa esvaziado de sentido. Pois bem, como pensar a criação nestes moldes? Ainda existe ou existirá alguma produção 'nova'? Espero que sim, caso contrário seria o fim da arte...
É verdade que a grande maioria dos modernos não desconsideram muitas coisas e talvez por isto pouco alarde fizessem para certos assuntos. Detêm a liberdade do olhar,apesar de pouco carregarem uma bagagem cultural diminuta em comparação com o século das letras (século XIX). No século da imagem, há a dispersão sobre as águas do vazio e o que efetivamente se fomenta em livros e ideias interessantes, rapidamente entram na poeira do esquecimento. É difícil pensar um sujeito nestas circunstâncias. Alguns téoricos consideram que o sujeito não é mais sujeito senão fluxo ou linhas, espasmos de vida. Como arquitetar uma obra intemporal nestas circunstâncias?