Na linguagem verdadeiramente reside o lugar. Digo eu! Apenas e só porque uma nacionalidade, pressupõe, uma nação, ou seja um país. Caberá num país( extensão variável, á parte ) apenas uma forma de linguagem? Se aceitarmos a nacionalidade como ceifa de variações linguísticas e da riqueza de léxicos e pronúncias, sim!...mas não o deixemos e/ou façamos acontecer! Seria como granito de Melgaço até Sagres. Mas a identidade que cada pronúncia nos assenta, não nos deverá nunca impedir de estabelecer contacto com os nossoa vizinhos. Os de longe e os de perto! E nesse contacto a aprendizagem é um direito, e mostra respeito. Respeito do bom.
E aí sim, nesse contacto, um homem só irá falar, com impecável segurança e pureza a lingua da sua terra, porque todas as outras as irá falar mal, verdadeiramente mal, com aquele acento chato e falso que denuncia logo o estrangeiro. Orgulhosamente estrangeiro! E poliglota e patriota, porque não?! Se a vida é uma viagem... o primeiro lugar na alma, os seguintes na mala!
Concordo com as assertivas do colega comentador acima. É difícil decerto pensar em uma língua em si, quando existem múltiplas outros termos regionais e estrangeiros dentro da própria pátria. Percebe-se claramente o pensamento de Eça a privilegiar o "purismo", como ele anuncia, da língua, o que a certa medida exclui o próprio conteúdo mítico da mesma,segundo Fernando Pessoa. Neste caso, acho mais prudente as colocações de Pessoa na sua busca pela pátria imaterial do que a de Eça.
Afixado por Phil Silva em novembro 11, 2009 04:42 PM