Caro dizer_bem,
Confesso que essa não entendi.
Acha então errado que o ministro tenha mantido a missão? Eu não acho!
Acha errado que os militares portugueses partam para o Iraque? Eu não acho!
Acha que alguém lhes apontou uma arma à cabeça e os obrigou a ir ajudar as forças da coligação? Eu não acho!
Se estivessemos a falar dos ex combatentes, daqueles que foram para o Ultramar obrigados pelo antigo regime, mas não estamos! Esses foram obrigados! Não tiveram opção de escolha! Os de hoje foram à procura de melhores condições para as suas famílias, foram ganhar muito mais do que ganham cá e foram voluntariamente.
Desistir da partida no próprio dia devido a um atentado seria o mais correcto? Ninguém lhes disse que iam para uma zona pacífica. Eles vão para um cenário de pós guerra que é de mais guerra que de pós, mas enfim... E espero que estejam bem preparados para que não sofram baixas porque acima de tudo são nossos compatriotas e estão a lutar por uma causa que não é nossa, mas que eles decidiram abraçar.
Que partam em bem e regressem todos os 128 daqui a seis meses cheios de saúde.
Cumprimentos
Maria Morena
Dizer Bem é dizer bem.
E disse que o ministro Figueiredo Lopes fez bem em tranquilizar os portugueses. Disso não há dúvidas.
O resto são ilações.
Quanto ao paralelismo que faz entre a força voluntária que seguiu para o Iraque e os combatentes que estiveram nas ex-colónias, fica-me uma dúvida: Onde inclui os mercenários?
No tempo do outro «fascismo» era dito aos portugueses que íam defender Portugal. (E era, naquela altura).
Ir para o Iraque é ir defender Portugal?
Nas Colónias havia muita forma de combater o regime por dentro. No Iraque como se fará isso?
Numa guerra há sempre dois lados.
Os indecisos (cinzentos) levam tiros dos dois lados.
Como em tudo na vida é preciso decidir.
P.S.
Também desejo que regressem todos daqui a seis meses cheios de saúde. Desejo mais. Que regressem antes, cheios de saúde e felizes.
Para mim os mercenários são os que partiram agora. Foram para ganhar em seis meses aquilo que levariam anos a ganhar se ficassem em Portugal. Não serão mercenários? Acredita que estes homens e mulheres arriscariam a vida a troco de glória?
Altruísmo? Fazer o bem à humanidade? Acompanhar os camaradas na cruzada?
Soa-me tudo a muito falso.
Cumprimentos
Maria Morena