Comentários à leitura "E são sombras"

1ª Cena:

Futilidade fluída da vida.
Remoinhos, redemoinhos.
E as pombas e as sombras.
E as pombas que são sombras.
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2ª Cena:

A vida que corre na triste normalidade.
Onde há remoinhos e redemoinhos.
E onde existem pombas e onde existem sombras.
E onde as pombas podem ser sombras.
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3ª Cena:

A vida corre num tormento de remoinhos.
E de redemoinhos. E de outros remoinhos de redemoinhos.
E as pombas voam em várias direcções.
E as sombras das pombas acompanham-nas em dias onde aparece o sol.
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4ª Cena:

A vida corre, também, com a qualidade que lhe queremos imprimir.
E a vida corre e nós esbracejamos dentro dos remoinhos e dos redemoinhos.
E vemos as pombas naquele que é o caminho escolhido para o seu voo.
E acompanhamos as sombras das pombas e olhamos para aquelas que são também as nossas sombras.
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5ª Cena

E a nossa vida corre num controle crescente dos remoinhos e redemoinhos.
E corre, também, no inflingir derrotas aos remoinhos e redemoinhos e aos remoinhos dos redemoinhos.
E acompanhamos as pombas no seu voo.
E acompanhamos as sombras das pombas com aquelas que são as nossas sombras.
E traçamos o caminho. E retraçamos o caminho. E somos cada vez mais livres na escolha do caminho.
E com as pombas a nossa vida vai.
E com as pombas a nossa vida vem.

(Esta, claro, é a representação de um final que nos é favorável. Evidentemente que nem todos conseguem fazer tais constatações, observações, acompanhamentos e traçar os caminhos a tudo isso inerente. Nesse caso as 5 cenas serão, com toda a certeza, muito mais dolorosas. Porque se vão arrastar naquele que é o arrastamento para a máxima futilidade e vazio da vida de determinados indivíduos).

Sandra

Dito por Sandra no dia 21 de novembro 2003, às 17h16