Comentários: Ainda as guerras da "ciência"?

Não percebi a intenção da historinha. A concordância da teoria com a realidade continua a ser a única coisa que conta para quem alega que existem rochas que andem à roda. E o ónus da prova continua a ser de quem faz a alegação. Caso contrário, teriamos que dar atenção a todos os que façam alegações que ainda não foram demonstradas.

Suponho também que AMB concordaria com a conclusão do texto do texto do Feynman. É por razões filosóficas profundas, que têm a ver com o conceito de verdade, que AMB discorda de BSS.

Joao
http://liberdade-de-expressao.blogspot.com/

Afixado por João Miranda em novembro 19, 2003 03:23 PM

Caro João Miranda:
A "historinha" (como V. lhe chama) de Feynman vale por ser um argumento acerca da última frase desse texto desse físico: "O problema consiste em saber se devemos preocupar-nos ou não com filosofias por detrás das ideias."
A teoria do "ónus da prova" em termos de concordância teoria/realidade, quando entendida numa versão simplista, é contraditória com a "moral" da "historinha" do Feynman. É por isso que a "historinha" do Feynman não é tão ingénua como parece à primeira vista.
Acredito que AMB tenha razões filosóficas profundas, relacionadas com o conceito de verdade, para a sua posição. O problema é que nem todas as "razões filosóficas profundas" são úteis para abordar a realidade.
De qualquer modo, e isto quanto ao meu apontamento, teria sido preferível que AMB usasse aquelas duas enormes páginas da Actual/Expresso para explicar essas razões filosóficas profundas ao grande público, que certamente têm mérito para isso - em vez de desperdiçar esse espaço em insultos que só podem prejudicar a ciência, a sociologia e a filosofia. Não lhe parece?

Afixado por Porfírio Silva em novembro 19, 2003 04:48 PM

Caro Porfírio,

devolvo a gentileza do seu comentário com uma visita com mais substância. Interessou-me especialmente este post, vou voltar.
Um abraço

Afixado por André Belo em novembro 23, 2003 07:58 PM