Comentários à leitura "Aquilo a que se costuma chamar amor é um exílio"

somos todos prisioneiros e nem o amor liberta. antes pelo contrário...

Dito por arosendo no dia 26 de novembro 2003, às 11h31

dependo arosendo... depende...

o amor pode ser sinónimo de liberdade. mas primeiro temos que conquistar a nossa. enquanto não tivermos conquistado a nossa liberdade indivídual, não será o amor que no-la irá dar.

a liberdade pode ser vivida a dois, desde que seja primeiro vivida por cada um.

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 11h37

d.s

gosto mesmo da tua assertividade (tive de dizer o palavrão)

é mm isso
quem tá preso só se vai prender + se procura a fuga no 'amor'.

além disso, só tem graça em liberdade.

e, além disso, é uma seca falar de amor.

mais giro mm é escreve-lo, faze-lo, pinta-lo, canta-lo, danca-lo e essas coisas todas que não sejam a sua discussão.

oh d.s, eu sei k sou meio (inteira) estranha a escrever, abreviar, deixar acentos e cedilhas pelo caminho mas...
"o amor que no-la (liberdade, eu sei)irá dar"... soa estranho
o'well


8)
***********
mas isso as pessoas só aprendem sozinhas.

Dito por margarete no dia 26 de novembro 2003, às 13h02

Que desilusão este "Samuel Beckett in Primeiro Amor"....
Tanta mentira...

Dito por leonor no dia 26 de novembro 2003, às 13h02

então leonor, só lês verdades em todos os livros?

Primeiro Amor é ficção, é a história de um vagabundo, um marginal solitário... um homem morto.
É a visão dele que está ali e cada um tem a sua sem ter o direito de dizer ao outro que a dele é mentira.

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 13h07

concordo com a dolphin. concordo com a margarete. gosto de concordar com as mulheres. não gosto quando eles dizem uma palavra que eu não senti. gosto que elas pensem que o amor é a sua forma de liberdade. não gosto quando não sentem liberdade no amor que sentem. gosto quando uma mulher pensa que pode ajudar um homem a conquistar a liberdade. não gosto quando uma mulher tem a certeza que a liberdade está no amor que se sente. concordo quando dizes que o amor não é para ser falado. escreves tão bem o amor.

Dito por arosendo no dia 26 de novembro 2003, às 13h53

um beijinho para ti, aro.

por não cederes á tentação de ser condescendente connosco (mulheres).

cuidado. não comeces a concordar tanto, não vás perder a tua essencia e mau humor... depois não temos a quem dar traulitadas na cabeça.

uma mulher NÃO pensa que pode ajudar um homem a conquistar a liberdade
ela SABE (e desculpem a ausencia de modestia, não acredito nisso)...
SABE que ninguém pode ajudar ninguém a conquistar liberdade...

mas pode 'tar lá para dar uma mãozinha, se necessário, sem 'passar a mão na cabeça, estilo cachorrinho', isso só atrasa o pessoal.

Dito por margarete no dia 26 de novembro 2003, às 14h01

"gosto quando uma mulher pensa que pode ajudar um homem a conquistar a liberdade"

ninguém conquista a liberdade por outrém. já basta tentarmos encontrar e depois manter a nossa.
não tenho paciência para quem espera que os outros façam algo por si, sem nada fazerem por si mesmos.
a liberdade a dois só existe se os dois tiverem encontrado a sua liberdade - estou-me a repetir, mas acho que não me compreendeste.

não penso, não quero, não me acho com capacidade suficiente para ajudar alguém a encontrar comigo uma coisa que não o fez sozinho.
se só se encontra a liberdade com uma muleta, então não se conquistou nada, apenas se finge que sim, apenas se vive através dos outros.

não faço a minha liberdade depender dos outros. não deixo que os outros ponham nos meus ombros a responsabilidade da liberdade deles depender de mim.

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 14h03

ehehehehehe

sintonia ;)

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 14h04

d,


gosto de ti.

Dito por margarete no dia 26 de novembro 2003, às 14h11

nota:
não vale a pena achar que o aro perde a essencia, estiva agora na cena iberica e lá está ele...

... no seu melhor.

(melhor...)

traulitada!

Dito por margarete no dia 26 de novembro 2003, às 14h13

gosto quando uma mulher pensa, não quando age. lê-me devagar, dolphin.

Dito por arosendo no dia 26 de novembro 2003, às 14h27

então não podes gostar de mim... sou demasiado impulsiva e muitas vezes reajo e ajo sem ter tempo de formular um pensamento ;p

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 14h30

então muda de ideias. eu a quente é quando acerto melhor.

Dito por arosendo no dia 26 de novembro 2003, às 14h37

mudo de ideias?? em relação a quê?

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 14h39

pensar primeiro e dizer depois. há outra ciência?

Dito por arosendo no dia 26 de novembro 2003, às 14h45

há... reagir com instinto... porque havia de mudar. nem sempre pensar antes é a melhor solução.

e quase nunca o que sai depois de pensar é tão honesto como o que sai com o instinto.

e ainda não vi motivo nenhum para mudar arosendo... muito menos por outros me dizerem para o fazer.

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 14h47

quando mudar, se mudar, mudo por mim, não porque desagrado aos outros.

Dito por dolphin.s no dia 26 de novembro 2003, às 14h48

deliciosa.

Dito por arosendo no dia 26 de novembro 2003, às 17h21

Sou um Beckttiano dos mais maníacos. E, me reservando o direito de não estar errado quanto às idéias do Beckett de "Primeiro Amor", que corresponde e muito ao ensaio de primeiro aluno da classe em "Proust", Amor e Amar não têm nada a ver com liberdade. Antes. Para Beckett o Amor é impossível, uma vez que o Amor é desejo de busca da totalidade, objetividade. E, o que é objetividade, totalidade? Nada. Ela não existe. O patético na felicidade, que, como o Amor em Beckett é impossível de ser realizado pelo ser-humano, é a descoberta desse absurdo irremediável que é o pecado de haver nascido. Portanto, liberdade também é outra prerrogativa conceitual que funciona como paliativo existencial para unguento superficial das nossas dores, uma vez que o ser humano está condenado à solidão inominável e insuperável da morte. Pois como dizia Heidegger, "estar sozinho é estar sozinho com a morte". Ah, e ainda sobre Beckett, sobre o patético do amor, do desejo de posse: "O amor tem uma cara nova a cada dia", de um ditado francês muitíssimo antigo. Se o amor é um exílio, diríamos, nós beckettianos que, o exílio está justamente em recusar a solidão irremediável à qual cada um está fadado. E assim, não só em "Primeiro Amor" mas em "Godot", "Mercier e Camier", "Como é", "Fim de Jogo"... Enfim... poderíamos por em decreto também a questão da amizade, seria ela um ato de covardia, segundo este mesmo autor.

Dito por André Luiz Cassiano de Campos no dia 27 de abril 2004, às 08h23