Comentários à leitura "Sóbrio e Puro"

Desencontros.
Demoras.
Incompreensões.
Desajustamentos.
O estado do não estar.
O estado do não estar que é.
O estado que cativa e afasta.
O estado que conserva.
O estado que conserva com fragilidades.
A procura do diferente.
A procura do que pode ser diferente.
A procura do que traga a proximidade.
A busca.
A procura.
O desejo do encontro.
O desejo de um outro encontro.
O desejo do ser que ainda não é.
O interesse.
A preocupação.
A procura da conservação.
A procura de alguma retenção.

Na sobriedade e na pureza ou não,
a necessidade da constância do insóbrio e impuro,
inegavelmente sóbrios e puros, naquele que é um estado normal numa vivência com particularidades ansiosas.

Sandra

Dito por Sandra no dia 29 de novembro 2003, às 15h18

Dei-te a verdade
Só me deste a mentira
Falei-te da minha vida
E tu usaste a minha intimidade
Fui sincero na escrita e no rosto
E não encontraste em mim o ensaio entre a vida
Abri o meu coração no teu vazio
E tu deixaste que o vazio me incomodasse
Nunca quis a tua vida
Mas as minhas palavras nunca valeram a tua existência
Não sei viver como um poeta
Mas sei viver com a tua poesia
Procuro o teu silêncio
E tu roubas o meu silêncio
Se para chegar a ti é preciso viver num galinheiro
Sebastião alba será o nosso mordomo
E todas as palavras que dissermos
Serão penas e dejectos de poesia

Dito por arosendo no dia 29 de novembro 2003, às 20h48

Disseram-me quem o conheceu, que foi um jovem como os outros, um pouco diferente, um pouco filósofo. Disseram-me, quem o conheceu, que se alegrava com a presença de um amigo: que bom encontrar-te! Disseram-me: gostaria de o ter ido visitar a Braga. Não foram a tempo. Viveu e morreu sem nós. Nunca o conheci. Tenho saudades do Sebastião Alba.

Dito por leonor no dia 30 de novembro 2003, às 00h26

estou a conhecê-lo agora... mto tarde, eu sei. e também já sinto saudades dele...

Dito por dolphin.s no dia 30 de novembro 2003, às 00h44

Esqueci-me de dizer:quero recordá-lo como está na fotografia; sei que nem sempre tinha esta bela expressão. Sóbrio e Puro é um texto comovente. Pergunto-me: que foi que não fizemos?

Dito por leonor no dia 30 de novembro 2003, às 01h16

há perguntas que já nasceram sem resposta possível...

Dito por dolphin.s no dia 30 de novembro 2003, às 01h24

Caros amigos.

Nunca é tarde para aprender. Nunca é tarde para ler Alba, e para apreciar as lições que ele nos transmite com a sua poesia. Nunca é demais preocuparmo-nos com aqueles que tem menos do que nos, embora esse não fosse o caso do Alba. Ele não era um sem-abrigo, era andarilho... desenganem-se.

Nunca é demais preocuparmo-nos com sem-abrigos (isso sim, triste e trágico) como aquele que morreu na rua em Coimbra a semana passada..

Dito por antipax no dia 16 de dezembro 2003, às 17h56

pois.
tens razão.
e mais triste.

a apatia com que soube

Dito por margarete no dia 16 de dezembro 2003, às 19h35