Encontro, e não econtro.
Já agora, esse afã de corrigir os outros é falta de educação ou amor?...
Um abraço mais calmo,
Francisco Nunes
Além de tudo o que foi dito o mais grave é que
o não evitar-se o nascimento de um ser que à
partida está confirmado possuir deficiência que
às vezes é profunda, tão pouco se faz uma análise
séria dos custos que tal situação representa quer
para os pais quer para a Nação, que tão pouco possui instituições de acolhimento para proporcionar condições de vida ao deficiente.Em
conclusão analisam-se as situações sem a devida
profundidade.
Apetece-me dizer, a propósito do palavreado do D.J Policarpo: «Perdoai-lhe, Pai, que não sabe o que diz».
Mas não digo. Nem devo. Porque o D. Policarpo sabe muito bem o que diz e até sabe dar a volta às situações e mascarar o essencial da questão com palavras melífluas. E porque D. Policarpo fala em nome de uma instuição - a Igreja católica - com muito peso e influência na sociedade portuguesa.
Por isso, parece-me, mais importante que encolher os ombros, mais importante até que enxovalhar os D. Policarpos deste mundo, é desmontar-lhes os esquemas mentais. No caso particular em questão, o aborto por deficiência, o João Norte, com as suas interrogações e reflexões tão sentidas, fá-lo muito bem.
E o que também me deixa agoniada nisto tudo são as repercussões e efeitos secundários do palavreado do D. Policarpo, figura de topo da igreja portuguesa. Ele fala e dá o tom. Os padres, por essas igrejas das vilas, vilarejos e aldeias do país, repetem coisas como esta e outras, nas homílias das missas de Domingo. E as pobres das mulheres, que até já se viram na necessidade de abortar mais do que uma vez, mas até são crentes e praticantes, vão ficando cada vez mais enredadas em confusões mentais e sentimentos de culpa. (culpa e castigo, coisas tão preciosas à igreja católica!...). E esses sentimentos de culpa são torturantes, não matam mas moem.
Por isso, ao palavreado do D. Policarpo, só me apetece responder: Vade Retro!...
blabla
Afinal sempre deu,...um aparte!
O meu descontentamento sobre o aborto prende-se com a manifesta incredulidade de senhoras, ditas de grande pregação catolica, associarem aos seus actos de carência moral necessidades sociais, tais como, o aborto. Assim sendo é de lamentar que certas mulheres ainda contestem esta necessidade real, usem e abusem das suas imaculadas frustações e façam publicidade às suas cumplicidades mesquinhas, com causas como esta, o aborto!
Houve um referendo, que infelizmente serviu para lavagem de roupa suja politica, contestatários abriram as suas programadas edeologias para garantir, "através desse referendo", uma quinta no parlamento; em Portugal é assim, contestam-se vontades mudam-se opiniões, não existe ligação social ou democrática, mas sim um manifesto interesse do poder.Mas não deixando cair o brilho, penso que deveria haver um outro referendo e mais tantos quantos pudessem advertir com seriedade esta questão, que é tão humanamente brutal para a mulher em geral.
Em todas as sua vertentes, o aborto é um acto de manifesta necessidade, e a mulher é quem sente este acto com toda a implacável furia social, económica e psiquica que isso possa implicar.
NUma sociedade, ainda excluvista e maxista, o aborto assume identidade mascarada, resoluta e absoleta, pela ordem catolica,ao mesmo tempo que assume uma outra identidade;a necessária, a alternativa, a imposta pela lei e sobre a lei.
O aborto sendo a esperança de um contra senso é um acto praticado por toda a mulher, independente do extrato social, da cor, da idade...o aborto é a realidade assumida da não procriação.Chamemos anti-natural, mas no fundo com o avanço da biotecnologia, que será para nós o anti-matural?
Boa noite,
Quanto a esta questão, não sendo jurista,
parece-me que isto faz todo o sentido:
A jornalista Fátima Campos Ferreira entrevistou, julgo que no decorrer do ano 2003, uma investigadora da área da genética, na circunstancia sobre a clonagem, dado que na altura se divulgou que um grupo clonou um bebé humano.
Quando questionada sobre o assunto, a sra. investigadora disse que a
generalidade da classe cientifica considera que sensivelmente a partir do 8 DIA de gestação estamos perante um novo SER HUMANO.
Ora, a Constituição da República Portuguesa diz no seu artigo 24º alínea 2 "A vida humana é inviolável", donde qualquer lei que despenalize ou legalize o aborto parece-me inconstitucional.
A discussão sobre o aborto está demasiado centralizada no ponto errado: O sofrimento da mulher que faz aborto e a vergonha de ter de ir a tribunal.
Em primeiro lugar, se não fizer aborto, não lhe acontece nem uma coisa nem outra;
Depois, mais que o sofrimento ou a vergonha de ter de ir a tribunal, é a perda daquele novo ser humano, que perde tudo: A vida.
É ridícluo que, num país onde se garante que qualquer criminoso, condenado pelos tribunais pelos piores crimes possíveis, em caso nenhum será condenado à morte, nem tãopouco pode legalmente ser alvo de castigo cruel ou desumano, mas quanto àqueles que são absolutamente inocentes, a estes diz-se "matem-nos"!
Aborto. Sim ou não?
Ontem, 19-01-2004,no programa Prós e Contras do Canal 1, a Exma sra dra eng. arquitecta paisagística Ana Benavente fez repetidas vezes uma afirmação extraordinariamente brilhante: "A comissão europeia já fez a distinção entre VIDA HUMANA e PESSOA HUMANA", sendo a última aquela que já nasceu.
Art. 24º al. 2) da Constituição da República Portuguesa: "A VIDA HUMANA É InVIOLÁVEL".
Qual é a parte que não percebe?
Quanto às acusações de intolerância que a deputada comunista fez aos que são contra o aborto, só tenho isto a dizer: Não se trata de intolerância. Trata-se sim de duas coisas distintas.
Por um lado, o zelo pela lei fundamental deste país. Não se pode fechar os olhos, porque se começamos a fechar os olhos, às tantas isto torna-se uma selvajaria onde se pode fazer tudo, desde burlar até tirar olhos.
Por outro lado, não posso ser a favor, e nem sequer posso me abster nesta questão, porque nesse caso tornar-me-ia cúmplice dos crimes e do sangue inocente derramado. Por isso, tenho que me opor e fazer tudo ao meu alcance para que tal lei não venha a vigorar neste país.