Por estas coisas e outras que tem escrito é que eu penso que foi verdadeiramente Eduardo Lourenço o primeiro a tornar entre nós o ensaio um género literário... por isso com Lourenço sentimos que filosofar é também fazer poesia. Com páginas de Vergílio Ferreira também. Este é um texto magnífico. «Ínclita geração» a deles, também, de «altos infantes» como a de Aviz.
Afixado por Amélia em dezembro 1, 2003 04:57 PMFoi realmente uma ínclita geração e alguns, felizmente, ainda estão connosco, e activos, como o Eduardo Lourenço. Este ensaio da "Esfinge e Poesia" tem a data de 1951! Ele é realmente o fundador, como dizes. E, trinta e tal anos volvidos, quem duvida da actualidade (melhor: intemporalidade)deste belíssimo texto?
Afixado por Soledade em dezembro 2, 2003 12:32 PMque pouses tua mão na irregular esfinge e que a essencia desta em ti flua catalizando a tua poesia. cpf
Afixado por cpf em dezembro 3, 2003 12:42 AMO que me dá gozo nestes ensaios do Eduardo Lourenço (comecei há muitos anos por Heterodoxia II) é perder-me no labirinto aparente da exposição e depois, pouco a pouco, reunir as notas, descobrir a paleta de sons, os timbres, a amplitude das vozes, a polifonia, o colorido (o cromatismo), a luz, a poesia.
Porque existe em Lourenço, parece-me, um propósito deliberado de acentuar a dimensão poética dos textos.
Tenho um prazer estético semelhante ao ler George Steiner.
Manuel
Afixado por manuel em dezembro 4, 2003 08:53 AM