Se bem me lembro, algumas cabecinhas pensadoras, apesar de não terem nada de mal, excepto o facto de serem neo-nazis, também consideravam que todos éramos como éramos pela mão divina da natureza de Deus e não pelas nossas influências sociais.
Não se pode chegar a considerações ou comparações como as feitas por Damásio, quando se exclui a vivência social do individuo, e como tal, a sua educação, e os seus pontos de vista e atitudes influenciadas pela natureza que a rodeiam. Se tirarmos um lagarto, ou um judeu, e o pusermos a viver com uma galinha, ou um católico, desde que comummente aceites na natureza nova, o lagarto será sempre uma galinha, e o judeu um católico, podendo chegar inclusive à situação do lagarto-galinha fugir de lagartos e do judeu-católico não gostar de judeus. A Natureza e o social igualam-se no objecto da experiência, ambas têm em si a informação de que são dotados durante a sua vida. Poderá haver razão no dito no post, nos casos da explicação de feitios diferentes/ naturezas iguais, mas não de forma tão abrangente como se poderá assumir.