Comentários: Versos de Inverno


Eugénio de Andrade no seu melhor! RENTE AO VIVER!

(se acreditasse em bruxas, diria que o nosso chá deve estar embruxado!:O)

abraços para o sete-sois

Afixado por Diana em janeiro 8, 2004 11:14 PM

podia ser mais rente ao dizer do que isso?
dizendo a lâmina de inverno, a garra do abutre?

beijos

Afixado por eugênia em janeiro 9, 2004 03:32 AM

a tristeza pode ser um pássaro, mas também pode ser a ausencia de pássaros.
gosto de poemas como este, provocadores de emoções.

Afixado por carlos peres feio em janeiro 10, 2004 01:38 AM

A tristeza tem talvez um filho que se chama abutre. Este abutre poderia chamar-se Caim, mas não o ser - era simplesmente um símbolo de qualquer coisa que não podia deixar de existir, mas também não podia deixar de ser incompreendida, e também não podia deixar de causar lutas, e guerras - e armas.
Poderá o abutre ser um agente da natureza que crava, retalha e leva com ele - depois de algum susto e dor, é verdade - a tristeza?

Afixado por Sete-sóis em janeiro 10, 2004 12:06 PM

A minha leitura foi um pouco diferente da tua, Sete-Sois, mas faz muito sentido o que afirmas, pois afinal o abutre integra a equipa de limpeza e reciclagem da natureza, possibilitando a abertura de novo ciclo. O abutre é Vida, porque é Morte. Ou, como sugeres, o outro lado da vida, equilíbrio, Ying e Yang.

Eu, quando li o poema, vi no abutre o necrófago adunco, a metáfora do inverno escuro, da tristeza que corrói, do envelhecimento. E um Prometeu agrilhoado às suas impossibilidades, invocando esse "irmão do deserto", algo ou alguém capaz de lhe temperar, embora fugazmente, a dureza da invernia.

A natureza da invocação é interessante, misto de queixa e de constatação, descubro-lhe também um tom de ensinamento: o Verão, a plenitude, diz-nos ele, residem em dois sítios só, e em mais nenhum - no amor e na poesia.

Afixado por Soledade em janeiro 10, 2004 06:13 PM

Diana, sei que também gostas de E. A.
O nosso chá vai sair em breve. Espero :-)
beijinho

Afixado por Soledade em janeiro 10, 2004 06:17 PM

Eugênia, é essa a lâmina - rente à vida e ao dizer. Mas olhe como se insinua um sentido de remissão no poema: o corpo envelhece, ponto e vírgula; a palavra talvez não.

beijo grande

Afixado por Soledade em janeiro 10, 2004 06:23 PM

Obrigada, Carlos. E um beijo

Afixado por Soledade em janeiro 10, 2004 06:30 PM

A palavra nunca não..Percebi isso : )
Beijo
Eugênia

Afixado por eugênia em janeiro 13, 2004 08:17 AM

Eu sei que percebeu, Silvia :-)
beijo

Afixado por Soledade em janeiro 15, 2004 10:18 PM