Esta serviu-me como uma luva.
Afixado por Ricky G. em outubro 29, 2004 10:36 AM"A sua rebeldia é em nome dessa fidelidade". Gostei muito de ler.
Beijo
hfm
Afixado por hfm em outubro 29, 2004 04:23 PMAinda bem, Ricky. E lembro-me agora: Eugénio de Andrade também é um homem de gatos. Lembranças ao Capitão :-)
Afixado por Soledade em outubro 30, 2004 01:42 PMHelena, tenho uma adoração por este texto dele, intitulado "Poética", e mantenho-o nos rascunhos do blogue desde o início do Nocturno. Ontem apeteceu-me publicá-lo - a apaixonada defesa da dignidade do homem e do poeta, a sua fidelidade "à verdade última", essa rebeldia! E escrito assim, como ninguém mais sabe. Quando os tempos vão tão escuros.
Beijo
Um grito num país de surdos! Mas vale sempre a pena, Soledade, pois eu ainda acredito que água mole em pedra dura... talvez daqui a um milhão de gerações consigam ouvir Eugénio! Eu hoje até estou para o optimista ;-)
Afixado por hfm em outubro 31, 2004 12:33 AMUm milhão de gerações...não.Em todas, há sinais de coisas boas.Bom domingo, pela "hora velha" (o sol põe-se mais taaarde).
Afixado por zef em outubro 31, 2004 10:23 AMFui ali e voltei. De facto, comecei a confundir as horas. Enganou-me o relógio, não o sol. Bom domingo, por qualquer hora.Afinal, não é qualquer máquina que nos tira a luz! Abraço solar à Soledade.
Afixado por zef em outubro 31, 2004 12:10 PMUm belo texto, lúcido, esperançoso. Depositado nas mãos do poeta.
Beijos
Afixado por Silvia Chueire em novembro 1, 2004 12:53 PMEugénio de Andrade é um dos grandes poetas portugueses contemporâneos, de que aprecio alguma obra, mas que no conceito de Fidelidade refugiou-se em considerações filosóficas e pouco, muito pouco, em exemplo prático ao longo da sua vida.
Em ideal, gostaria que a Fidelidade existisse em termos mais chãos, mesmo que a não seguíssemos ou aplicássemos no nosso dia-a-dia, da mesma forma que aprecio a existência da ideia de igualdade entre os homens, mesmo que esse desiderato seja difícil de conseguir. A utopia, à laia de sonho, não faz mal a ninguém.
Pois está optimista, Helena, bem vejo. É de não ter kms de leitura obrigatória e repetitiva. Vá,não me quero queixar:) Beijinho
P.S.: Obrigada por aquelas dicas. Depois escrevo.
Sim, Zef, em todas as gerações há sinais de esperança. Hum, baralhou-se, agora o sol põe-se mais cedo :-) Que ele não quer saber para nada dos nossos esquemas e lá segue o seu tempo cósmico. Parece que a hora de Inverno é mais próxima da solar, mas eu detesto-a. Levantar-me no crepúsculo da madrugada custa, mas custa ainda mais que anoiteça tão cedo. Entristecem-me estas tardes breves. Agradeço muito os beijos solares :)
Afixado por Soledade em novembro 1, 2004 06:12 PMA colectânea de artigos é de 74, não sei se ele seria agora tão esperançoso, mas desejo crer que sim. É uma beleza de texto, não é, Silvia? Beijo
Afixado por Soledade em novembro 1, 2004 06:14 PMOrlando, sei pouco em detalhe da vida de Eugénio de Andrade, conheço o essencial da sua biografia, e do que sei nada a deslustra. Quanto à razão de ser desta entrada, para mim ele é o maior poeta português vivo, e não conheço um só dos seus versos que não me toque. É um caso extremo de fidelidade - minha. O título, aliás, é meu, pois o artigo chama-se "Poética", e é uma reflexão filosófica, claro, sobre o fazer poético, a natureza da poesia e a dignidade e a fidelidade do poeta.
Agora, quem não gostaria que a fidelidade, a nós-mesmos, para começar, e a dignidade humana, existissem nos aspectos "mais chãos"? Menos palavras bonitas e mais realidade, certo? Igualdade entre os homens?! «separados por mil e uma diferenças, unidos por mil e uma coisas comuns, semelhantes e distintos, parecidos todos e contudo cada um deles único, solitário, desamparado». A igualdade, que é como quem diz a Justiça, é um sonho impossível - e ele é lúcido para o dizer. Somos por demais imperfeitos, nós e quanto criamos. Mas a mim consola-me e exalta-me a existência desta voz que enuncia o desiderato, como se dizê-lo tornasse mais próximo o dia em que se cumprirá. E entretanto, há a Beleza. E um homem que assim a tocou e lhe deu corpo e a partilhou com os outros homens merece todo o meu respeito, a minha fidelidade, a minha admiração.
Beijo
Gostei de conhecer o teu blog.
Vou voltar...
Obrigada, Luísa. Volta sempre. Também gostei do teu espaço, e tentarei conhecê-lo em maior detalhe - passei de corrida - assim que os afazeres normalizarem.
Afixado por Soledade em novembro 3, 2004 12:22 AM