Há momentos em que os vazios de nós nos esmagam de tão sôfregos que são. Asfixiam-nos, pontapeiam-nos brutalmente. Fazem-nos cair. Arrastam-nos no chão. Esfregam-nos contra o que de mais duro e áspero pode haver...
Nestes momentos de vazio desfalecemos. Desfalecemos docemente. Sem reacção. Quase sem reacção. Porque toda a nossa força é nenhuma.
E não somos nada. E somos o Nada máximo que pode haver. E somos o Tudo de Nada que melhor conseguimos ser.
Pobreza de nós.