Comentários: Escuridão Matinal

O negrume da manhã impõe-se-nos como a noite que teima em não ir embora. E nela permanecemos sombras de nós. Sombras num abismo que decidiu permanecer no mais fundo que há de si.

Afixado por Sandra em dezembro 28, 2003 12:00 PM

...e os nossos pensamentos engolem-se no estalar que têm de si. E fervilham, fervilham...acabando por nos sufocar numa existência que abominamos tal a sua mediocridade. A fraqueza de nós. O que de nós não consegue emergir.

Afixado por Sandra em dezembro 28, 2003 12:08 PM

muitas vezes entrego-me a nenhum tempo ou nenhum espaço, seja negro profundo seja no extremo a mais alva luminosidade que cega e nada aceita como táctil. mas nas manhãs que não chegam pela noite que adentra o dia sem qualquer complacência, resumo-me a ser apenas a sombra, ou sopro vago que nenhum som ou movimento ousa. permaneço, em suspensão.
às vezes mordo os lábios.

Afixado por A. em dezembro 28, 2003 09:10 PM

potente esse escrito,muito me identifiquei.....
continua, caso queiras ver este caloiro bloguista vai ao meu blog

Afixado por Miguel em dezembro 28, 2003 11:08 PM

A escuridão é tudo o que há...

Afixado por _Lestat_ em dezembro 29, 2003 12:37 AM

Lindo... como de costume!
É sempre agradável voltar a este pequeno espaço :)

Afixado por Morgatha em dezembro 29, 2003 01:37 AM

É na luz que ela mais se evidencia (a escuridão, claro está)...

Afixado por Teresa Sousa em dezembro 29, 2003 11:45 AM

Transcrevo este meu poema em jeito de resposta... tu percebes.
Coloco aspas pelo facto de que, quando acabo de escrever, o poema deixa de ser meu, para ser de todos.


"Estendo-te o cálice, na misantropia
obsessiva
do meu quarto em penumbra
- refúgio da tua, nossa loucura

Cicuta que não mata, mas desfere
o silêncio envolto na
lascívia da carne

Um murmúrio com odor a corpo envenenado...

E a luz rasga-se nas entranhas
das vidraças,
perfurando-me a retina - dos olhos aos ossos
ao cigarro.

Amanheceu já."


Mon 13 Oct, 2003 4:01 pm
a.morais

Afixado por Wyrm em dezembro 29, 2003 06:45 PM