A JSD e o aborto
Então a JSD já não toma a pilula?
Será que enquanto não há tacho a malta diz o que quer? Já não há lugar para mais "boys"?
A pilula para a interrupção da hipocrisia parece que não se fabrica para estas bandas.
Ai agora o aborto é um problema civilizacional a que importa por um ponto final? e já agora onde é que se coloca esse ponto final? Não se poderia ter já posto na última legislatura? É agora com o governo mais conservador da história recente de Portugal que a JSD se revela a voz das mulheres injustiçadas? O fantástico governo liderado por Durão Barroso é o governo da maioria PSD/PP, onde vinga gente como Paulo Portas, Bagão Felix, Celeste Cardona e outros vultos da governação que nem para fazer de estafetas servem. Leonor Beleza na SIC Notícias voltou a realçar os princípios da preservação deste estado de coisas.
O próprio Durão Barroso já vos ouviu? e não vos deu uns açoites?
Falam estes anjinhos de aproveitamento político pela esquerda. A falta de vergonha foi coisa que nunca jogou do vosso lado, mas haja decoro, antes que vos percamos o respeito de uma vez por todas. Eu, por mim, já não vos tenho muito. Só o suficiente para perder algum tempo com estas considerações indignadas.
Amigo José Teófilo Duarte, então que é lá isso !
Não bata nos putos. Eles só dizem o que, circunstancialmente, alguém lhes manda dizer.
E depois, tem o exemplo.
Quanto ao PP, eles tambem não usam a pilula. Não precisam ! Se não acredita "olhe" pergunte ao Paulinho dos submarinos.
Cumprimentos
Isaurindo Abegão
Meu caro Isaurindo Abegão
Para colocar mais uma acha na fogueira da discussão da JSD/aborto, não resisto a tranpor para aqui um detalhe de um texto de Eduardo Prado Coelho inserido no PÚBLICO de 23 de Dezembro do já passado ano de má memória.
Que este governo dure tanto como o valor que tem, ou seja muito pouco. E que os jovens "ditos" social-democratas tenham finalmente juizo são os meus votos para 2004. Para além de muita saùde e dinheiro para usá-la.
E aí vai o texto:
Ao dizer que "esta maioria não foi eleita para mudar a legislação sobre a interrupção voluntária da gravidez", Durão Barroso contribui fortemente para o já agravado descrédito da política. Porque aquilo que vem afirmar é que o acordo que estabeleceram com o PP para formar esta maioria não lhes permite por agora avançar nesta matéria. Vai ser preciso esperar. Por outras palavras, os interesses da politiquice partidária sobrepõem-se aos sofrimentos concretos das pessoas. É assim que a política perde prestígio: aparece como qualquer coisa em que a lógica dos seus próprios problemas se sobrepõe aos problemas dos cidadãos. Esperar, porquê? Porque os senhores políticos precisam de tempo para engendrar uma outra jogada política. E as pessoas cada vez mais parecem condenadas a assistir ao espectáculo das sucessivas jogadas.
Bem mais divertidas são as inflamadas declarações da deputada do PSD Isilda Pegado, que critica a "esquerda iluminada que se julga capaz de ultrapassar a vontade do povo português". Convém recordar que essa vontade não teve a expressividade mínima que lhe permita sequer ser representativa da vontade do povo português - como talvez seja bom lembrar. E Isilda Pegado (que tem a considerável vantagem de poder dizer o que quiser porque ninguém sabe quem é) critica... o Bispo do Porto. Em nome do combate a quê? A deputada Pegado não teme as palavras. À "barbárie". Deus lhe perdoe.
Afixado por em janeiro 1, 2004 05:42 PMPeço desculpa. Não assinei o texto anterior.
Têm todos razão. A JSD DISTRITAL de Setúbal escreveu o que alguém lhes mandou dizer. E eu sublinho DISTRITAL porque eu sou Presidente da Secção Concelhia de Setúbal, e a mim ninguém me perguntou nada. Nem eu admito que a JSD Distrital fale em nome da minha concelhia sobre este assunto. Eu demarco-me da opinião da distrital sobre este assunto. Sou conservador, e hei de sê-lo enquanto a minha consciência mo ditar.
Um abraço.
Afixado por Luís Filipe Pereira em janeiro 5, 2004 02:22 PMEntão a rapaziada anda desavinda?
Vejam lá se atinam, sempre são os jovens em quem os nossos governantes alimentam um futuro risonho.
Quanto ao ser conservador, veja lá se tem que mudar para o PP. É que no seu partido já nem toda a gente é assim tão inconsciente. Fale aí com o Prof. Pacheco Pereira.
Ai, estes adolescentes...
Esse comentário niilista acerca do conservadorismo era perfeitamente escusado. Há uma diferença entre ser plural e tranversal a toda a sociedade portuguesa (e é isso que o PSD é), por isso há uma diferença entre desavenças e diferença de opiniões. Por ser conservador neste assunto, não estou automáticamente situado na área política do PP. Porque este não é um assunto político, como as esquerdas caducas querem fazer parecer, é um assunto de consciência, de ter a convicção de que uma vida deve ser preservada.
Mais lhe digo que a minha adolçescência já lá vai há uns anitos. Esse comentário só serve para sustentar uma nítida falta de força nas convicçãoes, que se extrapula na necessidade de menosprezar os que têm opinião contrária.
Um abraço.
Afixado por Luís Filipe Pereira em janeiro 7, 2004 01:29 PMO seu comentário revela uma insegurança latente.
A inflação de gralhas convocam algum nervosismo. Comentário nilista? Não parta espelhos que dá azar.
Quanto à adolescência, o que interessa é a juventude de espírito, não é? Eu próprio, do alto dos meus 44 anos estou a pensar candidatar-me a presidente dos jovens moradores da minha rua. Já tenho apoiantes de todos os partidos e de todas as idades. Quanto ao comentário neo-liberal sobre as esquerdas, fique a saber que há esquerdas e esquerdas. Assim como há direitas e direitas. Falta de força nas convicções? Lá está você a partir espelhos outra vez. Tenha cuidado que ainda se corta.
Cumprimentos
Eu realmente acho muita piada aos jovens da JSD j na minha modesta opinão deveriam ser chamados de JPD tal como o seu partido PPD. Há anos k nada kerem saber da IVJ e agora e repentinamente estão cheios de vontade de intervir!!!!!!!estranho muito estranho!!!!! eu so gostava de perguntar ao jovem conservador se niguem na sua familia nunca fez um aborto??????provavelmente vai dizer me k ñ !!!!pois para mim não deve é saber a verdade! deixo só uns numeros 16mil mulheres recorrem á IVG "ilegalmente" todos os anos!em média morrem 15 e cerca de 10mil vão parar ao hospital!uma mulher em quatro ja fez um aborto!!!!ja agora valia pena pensar nisto!!!!!!!!
Abraço
Amiguinhos!!! Se uma mulher quiser fazer um aborto faz e não precisa de avisar a comunidade dos conservadores nem dos liberais!!! Acordem!! Homens!!! Dah! Desde quando é que está lá a ética ou a lei ou os códigos deontologicos ou o governo, quando uma mulher vai fazer um aborto? Não estou a ver o ministro da saude juntamente com o primeiro ministro e com a policia judiciaria ao lado, sendo acompanhados pelo ministério publico a proibir uma mulher de tomar por exemplo um "inofensivo" chá para abortar!!! As decisões pesam na consciencia de cada um e lembrem-se cabe a mulher decidir se está preparada para ser mãe ou nao, e nao há homem nenhum que obrigue uma mulher a ter um filho só porque nao é correcto, é o mesmo que cometer um assassinato, considero mais depressa um assassinato quem maltrata uma criança, espancarem-na ao ponto de entrar em coma do que mandá-la vir ao mundo. E outra coisa, mandar vir filhos para que? Com o mundo que voces, eu e todos nós estamos a preparar para eles, mais vale abortar mesmo! Gente que não sabe o que quer e tent armar-se em adulta e na altura se acontecer com voces, sao logo os primeiros a passar o cheque a parteira ou o medico. Cresçam e apareçam! Deixem -se de hipocrisias!!!
Afixado por Sara Andrade em janeiro 27, 2004 12:53 PMEntão afinal está tudo bem? Não é necessário qualquer esforço por parte das mulheres, porque elas dominam a situação?
E as mulheres julgadas e condenadas, é ficção? Esta nossa amiga poderá ser contra a despenalização do aborto, mas se não é, como aparenta, deve procurar mais informação. Aliás, a hipocrisia assenta-lhe como uma luva.
Minha cara Joana Fialho Carlos... como a sua reputação a precede... não nos conhecemos pessoalmente,(in)felizmente, logo, gostaria que deixasse os comentários infantis de parte, pois eu não entro nos jogos do leva e trás. Sejamos adultas e coerentes e discutamos o assunto como duas senhoras, como eu presumo que o seja, embora eu nao vá de modo algum mudar de ideias e você, também não.
Posso desde já adiantar que trabalho num hospital, não importa agora qual e todos os dias me deparo com esta situação. Por isso lhe digo, se a hipocrisia me assenta como uma luva, o que dirá dos médicos conceituados do nosso país, que nas suas clinicas privadas fazem o famoso aborto clandestino? Presumo que ainda seja muito nova, que ainda lhe falta viver muito para assistir as vicissitudes da vida...
Talvez seja mais bonito ver uma criança de 13 anos grávida que em vez de brincar com uma barbie está a brincar de dar de mamar ao filho, que para ela é um boneco e face a esse problema terem que lhe retirar o útero e não poder ter mais filhos... ou mesmo uma mulher, adulta, com uma vida económica promissora que descobre que está grávida já de 4 meses, sim, porque há mulheres que estão grávidas e não sabem, porque a menstruação continua a aparecer-lhes, infelizmente existem organismos assim, e o simples facto de ter um filho agora iria estragar-lhe os planos profissionais, só porque há uma lei que proibe, já ela não o pode fazer? Quem disse? Em primeiro lugar, so sabem que ela está gravida se ela quiser, segundo, mesmo que saibam, basta ela sair de casa para o fazer, por isso digo... quem é que pode condenar uma mulher de ter que assumir tal acto? Vocês? Eu? Ninguém! Ela é quem manda no corpo dela. Ela não vai passar 9 meses por um processo que ela nunca quis. Por acaso já viram o que é uma mulher ter que ir ao hospital de urgencia, a esvair-se em sangue, com os olhos a reclamarem ajuda? Sendo agora mais precisa, já viram as "postas" de sangue que saem dentro de uma mulher quando sofre um aborto ou o provoca? É o resultado das velhas mezinhas com chás, etc que raparigas sem rumo tiveram qque optar. E as toxicodependentes? É mais bonito trazer ao mundo um filho com o vírus HIV...
É tudo muito bonito, mas infelizmente é só no papel.
A si, Joana, dou-lhe de conselho de que vá a um hospital e se puder inscreva-se como voluntaria e observe, a dor, a tristeza de ter que perder um filho, mesmo quando é a propria mãe a matá-lo.
Como dizem os mais velhos "já passei muitas vezes o mar", já vi muita coisa que os mais novos ainda não viram.
Deixem-se de demagogias...
Sinceramente... acho que era altura, e boa, para pararem de discutir um assunto que já não leva a lado nenhum... como diz a outra nossa amiga, a mulher que decidir fazer um aborto faz, mas por sua conta e risco e os que são contra ficam contentes por o aborto continuar a ser uma "ilegalidade". Ficam todos felizes? Espero que tenham percebido que isto não vai passar de um impasse. Pensem nisso, é como as drogas, não vos levam a lado nenhum.
A.S.
Vou encerrar a minha participação neste debate, respondendo às duas últimas entradas. A penúltima refere-se directamente ao meu comentário sobre o assunto. Pois minha cara Sara, a sua má educação não lhe permite a permanência no debate. As suas ideias sobre o assunto são ainda mais irresponsáveis depois de ter revelado a sua profissão. Pois bem, sou médica, há 25 anos, nos hospitais. Exerci por todo o país, por opção, e assisti a casos dramáticos resultantes das sucessivas políticas, dos sucessivos governos. Quem é contra a despenalização que o seja, mas não me venham com a ideia de que tudo se resolve, e que nada é necessário fazer. Desculpem mas essa não. Portugal é o país da Europa dita civilizada onde este debate está num estado mais atrazado. O que não nos leva a lado nenhum é o baixar os braços e ficarmos muito satisfeitos. A rejeição da cidadania tem com resultado a preservação de conceitos nocivos e até perigosos. Se acham que está tudo bem, por favor calem-se, pois já estão no vosso território.
Afixado por Joana Fialho em janeiro 31, 2004 09:47 PMPeço desculpa pela gralha; onde se lê atrazado, deve ler-se atrasado, óbviamente. Também me esqueci de preencher devidamente a ficha de informação pessoal. Agora já está. Obrigado.
Afixado por Joana Fialho Carlos em janeiro 31, 2004 09:54 PMFaço minhas, as suas palavras, no que toca ao ponto de terminar a minha participação neste espaço, senhora doutora. Como já havia dito, a senhora doutora não vai mudar de opinião e eu também não. Mas não resisto a por-lhe uma questão: A minha participação no debate não é permitida porquê? Por ventura estamos num país que virou de República, de Democracia, para uma Ditadura? Pois deixe-me dizer-lhe que não lhe reconheço autoridade para me proibir, sugerir, ou mesmo se quiser alvitrar a meu respeito quer seja a nível pessoal ou seja a nível profissional. Pois minha cara, não me diga que não tem conhecimento do que se passa no "seu" último hospital??? Seria realmente uma falta de perspicácia... Mal educada eu? Graças a Deus não!!! Sou muito bem formada. Mas nem quero entrar por aí.. Disse que era médica há 25 anos... está tudo dito! Se calhar era melhor fazer aquelas formações que existem. Ora senão leia lá melhor o que eu escrevi: o que eu disse foi, não vale a pena proibirem o que já existe e sempre existirá... não deturpe as palavras das outras pessoas senhora doutora... e actualize-se... já está na hora! E não mande calar a voz do povo, a senhora não passa de mais uma cidadã deste país. Pense que pode vir a ter um caso parecido na sua família, pense nisso.
Pergunto-me de que partido será a senhora doutora... realmente não é difícil de adivinhar!
Desejo boas noites a todos os participantes e que os homens não se calem, podem achar divertido duas senhoras, pelo menos assim me considero, a discutir e chegar a um ponto de ruptura total, mas uma opinião sincera masculina, seja ela de que lado for, também é benvinda!!