Nós lemos, ouvimos a voz alta dentro da cabeça o que não se ouve fora dela. Às vezes, ficamos por dentro do que lemos e nem queremos sair dali. resguardando-nos do frio que sentiríamos se perdessemos a voz que ouvimos.
Ouço o soneto, um instante maior que a volta ao mundo para onde acabaremos por regressar.
Gosto.
Arsélio
Afixado por Arsélio em janeiro 8, 2004 01:18 PMCaro Arsélio:
As tuas palavras são um poema. Que me emociona. Com saudade dos "velhos tempos". E isso explica-me que às vezes somos demasiado jovens para compreender a riqueza que há nos outros. Se calhar eu era demasiado jovem quando te conheci: apreciava-te pelo que compreendia, mas havia muita coisa que não compreendia. Um abraço.
Nós somos sempre uma circunstância. Alguma coisa permanece na mudança que somos para nos identificar aos olhos dos outros. O melhor de tudo está em sermos reconhecidos pelos outros enquanto tentam ver-nos hoje com enchimento da memória pela passagem toda, pela viagem (que ainda podia nem estar lá).
É bom ser reconhecido.
Não somos máquinas. E o que melhor conhecemos (e mais tememos) são os algoritmos de travagem.
Afixado por arselio em janeiro 10, 2004 12:07 PM