Não sei uma nota de música, não conheci Suggia nem a sua família, não assiti aos seus concertos, pouco ou nada conheço dela. Não me surpreende, todavia, o estado da campa onde repousa, o abandono, os erros e a atávica negligência desta cidade. Irei, também eu, visitá-la, forçando-me a fazer o que não gosto. Adicionalmente acho crime o abandono em que se encontra a casa que foi sua, na Rua da Alegria, e que me parece doou à Câmara do Porto. À sua cidade afinal! Como há-de uma cidade que não merece os seus mortos ser capaz de merecer os seus vivos?
Parabéns pelo vosso trabalho e pela vossa dedicação. Por vosso intermédio aprenderei o que não sei sobre Suggia. Tentem, em todo o caso, ir mais além. Em defesa do que tem valor inestimável!
Há muitos anos que através de escritos conheci um pouco da vida profissional desta grande violoncelista. No entanto nunca encontrei qualquer gravação sua. Mesmo assim,desde há muito que a considero como um dos maiores concertistas mundiais do seu tempo.