E eu me lembro de Federico Garcia Lorca:
El puñal
entra en el corazón
como la reja del arado
en el yermo.
No.
No me lo claves.
No.
El puñal,
como un rayo de sol,
incendia las terribles
hondonadas.
No.
No me lo claves.
No.
España en el corazón
Canto a las madres de los milicianos muertos
(...)
Porque de tantos cuerpos una vida invisible
se levanta. Madres, banderas, hijos!
Pablo Neruda, Antologia, Tercera Residencia
Afixado por LE. em março 12, 2004 05:46 AMUm filho, um pai, uma mulher, um homem, uma criança, um jovem. Sangue, dor e morte.
São tantos e tantos a cair pela espada da ignorância e do ódio, que sempre me pergunto : de que vale termos nos tornado inteligentes ? Fossemos animais irracionais nunca mataríamos tantos.
E se não fosse a poesia?
Afixado por Sara Xavier em março 12, 2004 10:14 AMFicaria só o horror e o absurdo, Helena.
Que é, afinal, o que mais pesa.E contra os quais só podemos revoltar-nos, nunca conformar-nos.
«É assim a vida.Mas não me conformo» -escreveu Bernardo Soares, o desassossegado Pessoa.
Que profunda tristeza, que dia de luto pela perda de tantos inocentes e pelo ódio de tantos degenerados! Muito triste.
Afixado por adelaide em março 12, 2004 02:33 PMA Amélia respondeu melhor do que eu o faria - é isso, amigos
Afixado por Soledade em março 13, 2004 08:17 PModeio o terrorismo, desde que nos anos sessenta bombas artesanais rebentavam em Lisboa, de quando em quando, em recipientes urbanos de recolha de papeis (novidade na época), e nunca aceitei a desculpa de que a acção “era contra um ditador”!
inocentes ficaram sem mãos, na altura.
o meu repúdio cresceu comigo, com a potência das bombas, com a violência dos ditadores e continua repúdio. cpf