Não, não é ser terrorista não conseguir lamentar a morte do líder do Hamas. É triste sentir assim, mas não é terrorismo. É ser simplesmente humano, creio eu.
Afixado por 1poucomais em março 24, 2004 12:14 AMTem razão, 1poucomais.
Mas, na minha opinião, essas pequenas falhas de humanidade que temos todos dentro de nós contribuem, duma maneira limitada, para que o terrorismo exista na sociedade.
É nesse sentido que participo no terrorismo.
Ao contrário do seu blogue, o meu tem mais tendência para o inferno; o pessoal, naturalmente.
É por isso que aprecio a diversidade de atitudes da blogosfera. De alguma maneira, ajudam-me a não me encerrar na minha redoma.
E, já agora, ganhou o prémio do primeiro comentário. Obrigado.
Que honra!
Outra honra foi o link, que agradeço duplamente: pelo que significa colocar um blog na lista de predilecções, e por me ter dado a oportunidade de o ler. Gosto dos seus Ecos.
Mas voltando ao tema: é complicadíssimo, e nós somos apenas imperfeitos seres humanos, e no Médio Oriente há guerra, e a guerra, infelizmente, inverte tantos valores... O que me faz lembrar um livro de um autor alemão (Heinrich Böll?), que começa com esta pergunta de Deus: "Onde estiveste tu, Adão?", tendo ele respondido, como justificação para os seus actos: "Estive na guerra". É uma pobre, insuficiente mas humana justificação...
Donde se tira que a guerra, e a sua "lógica", deve ser o último recurso, mesmo o último. Aquele que nos tira a liberdade de escolha. Ainda não me tinha ocorrido por o problema nesta perspectiva. Obrigado pela "dica".
Afixado por JSNovo em março 25, 2004 05:53 AM