Comentários: Que vai num só sentido

Maravilhoso poema. Flui como um rio.
Encontra talvez, no desaguar do presente, a sua nascente, "que nunca se perdeu"
São águas que - embora eu não esteja mergulhado nelas completamente - consigo sentir através do poema.
"mágoas alegrias breves e perdidas" - que bonito.

Afixado por sete-sóis em março 22, 2004 07:50 PM

Vida é, que não se perde. Gentil e singelo, é o gesto de quem busca sentido num súbito mergulho, em águas doces e frescas. Onde a memória se refresca e ganha outras cores com que se pinta um momento que perdura. É uma alma e uma vida que renasce num ápice, o mesmo que nos consubstância o nascer e o além, de volta novamente para águas calmas e doces, até que, súbito, alguém, depois de outros se terem sentado, as mãos estende, porque nunca se perdeu.
Bjs.

Afixado por LE. em março 22, 2004 08:42 PM

É comovente a grandeza deste poema, foram-se-me as palavras ao poder olhar esse rio com os meus olhos.

Afixado por Místico do Sul em março 22, 2004 08:43 PM

Muito belo, Soledade! Tanto perpassa por estas palavras e esta viagem interior!

Afixado por Sara Xavier em março 22, 2004 10:09 PM

Com risco de me repetir: belo!

Afixado por amelia em março 22, 2004 10:53 PM

... b+e+l+í+s+s+i+m+o, Sol!!!
- que poderei dizer mais, senão estender as mãos, também... Bjs.

Afixado por antónio em março 22, 2004 11:10 PM

Fabuloso!

um rio doce e, sobre tudo, sereno, repleto de memórias vivas. Magnifico!
bjs e saudades
Diana

Afixado por Diana em março 23, 2004 12:09 PM

Está lindo! :-)

Afixado por Joana em março 23, 2004 01:07 PM

Raramente as palavras dão a exacta medida do que nos vai na alma. Assim, apenas o meu abraço.

Afixado por mariamar em março 23, 2004 06:39 PM

tu no teu melhor? não. tu melhor que nubca! bj

Afixado por carlos peres feio em março 23, 2004 11:53 PM

Emocionante, Sol. Como se me lesse. Nos lesse.
Um beijo.

Afixado por Márcia em março 24, 2004 12:21 AM

Obrigada. Do coração.

Afixado por Soledade em março 24, 2004 08:06 PM

Esperamos sempre mais do que dizemos: somos, por vocação divina, 'tímidos'... menos na Espera (queremo-la toda, já, inteira). Parabéns.

Afixado por stewart em março 26, 2004 01:33 AM

Lembra-se ainda da "resposta" ?

Cúmplice

para Soledade Santos

As nossas mãos que se estendem,
o olhar perdido, reencontrado,
no retorno às águas.

Nada vale tanto. Viver.
Nada vale este saber disto.
O sabor lento do sentido
de estar viva.

A vida que permanece em nós,
a alegria.

Depois da raiva cega
a transtornar.
Depois de todas as perdas,
de todos os velórios.
Depois de todo pranto,
de toda dor.
Que ainda não cessou,
mas que sabe haver júbilo.

Olhar manso, sorriso inocente,
mantido no passar do tempo.
Que rebrilha em algum canto:
pedra preciosa.

Há pessoas que ainda temem.
Há pessoas que preferem uma espécie de morte
antecipada.
Encerrar os sentidos, e o estender das mãos,
numa máscara de ironia.
Como se nada , nada, importasse.

Sento-me contigo, amiga
à beira destas águas,
sei para o quê estendo as mãos,
e olho-te cúmplice.

Silvia Chueire

E engraçado, quando postei o meu poema de hoje, sequer me lembrava deste( tem até uma frase quase repetida). É mesmo um tema recorrente. : )Também o bem-querer da amizade o é.
Beijos

Afixado por eugênia em março 26, 2004 05:48 AM

Como não lembrar, Silvia?! :-)
beijo enorme, amiga

Afixado por Soledade em março 26, 2004 11:53 AM