O dia, com gradientes de luz; a própria manhã com suas raras estreias absolutas, seus reinícios, suas retomas, seus termos; a vida, com o despertar dela, o apogeu e o declínio, mesmo este incluindo "(...) Esta transição do momento em que achamos as coisas do mundo envelhecidas para aquele em que as consideramos belas" -(1)-, eterno retorno, eterno porvir. Trabalhos de Sísifo, tarefas de máquinas, nós biónicos (em gerações que se sucedem) as reparando quando se cansam. "havemos de enganar-nos ainda muitas vezes no caminho" -(2)- . Ó grito mudo que entontece! "A morte parece menos terrível quando se está cansado" -(3)-.
Arte, estética, paragens para recuperar forças.Silenciousamente.
(1) Musil, "A beleza de todas as coisas"
(2) Id., "A concepção do mundo"
(3) S. de Beauvoir
Gostei do texto :)
Dito por Alex no dia 25 de março 2004, às 14h48