Eis o cúmulo do cinismo!
A quem convinha que o meio musical fosse acanhado, senão ao nosso "ruim coelho"?
Quem queria assambarcar o monopólio da regência de ópera no S. Carlos, como se pode ver, já em 1925, - antes do 28 de Maio - num documentário do cineasta Roberto Nobre? Naquele pequeno filme mudo, um garotinho, mascarado de Charlot, imita os gestos de um maestro; e a legenda reza: "Ele está a fazer isto aqui porque não o deixam ir para o S. Carlos reger ópera, como o Sr. Ruy Coelho".