Comentários: Outra vez

Há lugares onde o olhar cria milagres: vê vazios, vazios brancos. Branco, cor que repulsa. Espaços onde anónimamente pode renascer a esperança. Mas esperança que não ignora os vazios - uma esperança realista... não totalmente finada.
Obrigado por nos oferecer tão boa poesia, Soledade.

Afixado por Stewart em março 29, 2004 06:39 PM

...este é novo para mim e fiquei contente de o ler.Gosto muito.

Afixado por amelia pais em março 29, 2004 06:50 PM

"Tinha varrido a casa, tinha limpado tudo como se fosse antes do meu funeral. Estava tudo depurado de vida, isento, vazio de sinais, e depois disse para comigo: vou começar a escrever para me curar da mentira de um amor que acaba. Tinha lavado as minhas coisas, quatro coisas, estava tudo limpo, o meu corpo, o meu cabelo, a minha roupa, e também aquilo que encerrava o todo, o corpo e a roupa, estes quartos, esta casa, este parque. E depois comecei a escrever..." (Marguerite Duras)

Afixado por Lídia em março 29, 2004 07:31 PM

Uma ideia de reciclagem que todos nós (ou pelo menos, os menos afortunados) praticamos: "Vestir de novo a velha roupa(...)".

Afixado por miguel em março 29, 2004 07:42 PM

Muito bonito, Sol. Não é difícil incorporarmo-nos no Poema.
Beijo.

Afixado por LE. em março 29, 2004 08:03 PM

Gostei da sua leitura do poema, Stweart. É generosa
Um beijo

Afixado por Soledade em março 29, 2004 11:07 PM

Bom, Amélia, às vezes preciso de te surpreender:-)
bj

Afixado por Soledade em março 29, 2004 11:09 PM

Miguel, há de facto uma ideia de reciclagem, mas é metafórica. E se tu fores quem eu penso que és, creio que o sabes. Na presunção de que não me engano, digo-te até amanhã

Afixado por Soledade em março 29, 2004 11:13 PM

Entrar em poema de outros é por vezes, como dizia ao Stweart, um acto de generosidade. Muito obrigada, LE.
beijo

Afixado por Soledade em março 29, 2004 11:21 PM

Lídia, hoje já citei Yourcenar e Beauvoir. Faltava Duras. Agora a tríade está completa.

Afixado por Soledade em março 29, 2004 11:38 PM

É um poema bonito, triste, de abandono, aquela "porcelana branca do vazio" é uma linda e surpreendente imagem de desalento. Tem também a qualidade de ultrapassar o confessional: revejo outras pessoas nele mas não o revejo em mim, nem isso é forçoso para que ultrapasse na minha leitura aquela barreira.

Afixado por mb em março 29, 2004 11:56 PM

mb, fiquei impressionada e comovida com o modo como leu o poema. Como referiu até a questão do confessionalismo, esse adamastor que vou enfrentando.

Fui visitar o seu site: é jovem; é "parente" do meu em template; abriga-se à sombra tutelar de Camões, e com aqueles 1ºs versos da Canção X como epígrafe! É muita coisa em comum! Se me permite, vou ligá-lo ao nocturno com gatos.

Afixado por Soledade em março 30, 2004 12:34 AM

Belo poema, Sol. Dá vontade de respondê-lo,é inspirador.E como eu disse , também em outro sítio, a vida feita de "outras vezes". Essa espiral na qual navegamos, feita de momentos que parecem repetir-se, mas que nunca são exatamente iguais. Sim, um desalento tantas vezes.Noutras uma alegria.
Beijo.

Afixado por eugênia em março 30, 2004 12:46 AM

Sim, a espiral de que falou. Está certíssima, Eugênia.
beijo enorme

Afixado por Soledade em março 31, 2004 07:40 PM