Foi-se o sincelo - e a frase ou verso que o anunciava -, e surgiu este poema de que também gosto muito. Nenhum se substitui e a perda ficou-me nos olhos, mas não na memória o que dizia sob a imagem. Uma vez que se mostra, passa a ser de todos se for bom o que se nos dá, e era bom, lá isso era.
Afixado por Nuno em abril 1, 2004 06:21 PMEstá demasiado frio para lembrar o sincelo. Outro dia.
Obrigada.
belos versos, doridos, mesmo que e ficção.
Afixado por carlos peres feio em abril 1, 2004 10:50 PM"fingir que é dor a dor que deveras sente" :-)
Um beijo, Carlos
Camões, o cheiro de pimenta, um solo, nesse cadinho, tão exótico e recatado.
É muito (mais) bonito, Sol.
Bjs.
há patrimônios que doaríamos de boa vontade,
se nos fosse dado ofertá-los,
a quem impedisse a mingua.
há patrimônios que doaríamos
na certeza de que
outros bens maiores se apresentariam.
e de que poderíamos deixar os cabelos
ao sabor do vento.
o vestido tremulando delicadamente,
a alma suspensa,
e a felicidade, um nada,
esboçada no canto dos lábios.
e.f.
beijo
Oh LE, obrigada :-)
Beijo
É, Eugénia, os patrimónios da memória acrescentam-se com a partilha. A avareza, ou o silêncio; a surdez ou a indiferença, tendem a exauri-los.
Obrigada por essa resposta :-)
beijo grande
É bem isso, Soledade, um solo de piano no cheiro da pimenta... Poesia é um aprendizado sem fim. Vim te trazer o novo endereço de meu blog: www.meublog.net/adelaideamorim
e te espero para uma bebida gelada. No Rio de Janeiro faz muito sol e calor... Um beijo.
este é um poema belíssimo (mais um em que se re-vivem os momentos de plenitude passados.E se tornam presentes, mesmo com a melancolia de os saberes passados.«Fui-o outrora agora»-lembras?
A juntar a outros poemas teus - como Inventário e outros mais.