Comentários: Em voo (poema religioso)

Alberto Caeiro veio-me à memória:
"Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me: Aqui estou!"
abraço. A.

Afixado por adesse em abril 5, 2004 12:43 AM

Sempre que leio "o Deus que não existe" num contexto em que Ele surge tão presente, lembro-me de José Régio, do seu Deus ausente em toda a parte!

Afixado por FataMorgana em abril 5, 2004 01:20 AM

escrita em dia -
agradeço comentários de :
a- alexandre – backinavalon – eugenia – lidia- minima- monica- pecola- sara- skul- sol- thelma
estimulos para continuar a mostrar...obrigado

Afixado por carlos peres feio em abril 5, 2004 08:12 PM

Que belo poema, Carlos! Do mais sereno ateismo que tenho lido, expresso em imagens muito belas. O tal golpe de asa.

"de notar que eu existo" - sério? :-)
Um beijo

Afixado por Soledade em abril 6, 2004 04:12 PM

conhecendo a tua poesia o elogio não podia ser maior. reconhecido.

Afixado por c peres feio em abril 6, 2004 09:17 PM

Passei para desejar páscoa doce, doce. Deixo as amêndoas, Cao Cao, poeta chinês, 155-220):

Contemplo o mar

Da Pedra erguida, olhando p'ra leste,
Exploro o mar sem fim:
Fervilham as águas, sem parar;
Ilhas montanhosas, emergem,
Arvoredos espessos,
Luxuriante, a erva.
O vento do Outono sopra e assobia,
Vagas, imensas, se elevam no céu.
O sol e a lua, na sua viagem, parece
Que surgem no meio das ondas
E a Via Láctea, cintilante,
Como que vem do fundo do mar.

Que maravilha!
Canto-a
Nesta canção.

(trad. de Gil de Carvalho)

Afixado por adesse em abril 7, 2004 10:43 AM

Venho deixar um abraço e o desejo de uma Boa Páscoa! Doce e poética...

Afixado por FataMorgana em abril 8, 2004 11:00 AM

Boas!
Parece-me que aquilo de que falamos é mais do universo dos deuses menores, esses sim mais terrenos, mais tangíveis!
Obrigado pela visita.
Um abraço.

Afixado por António em abril 11, 2004 08:12 PM

Venho retribuir a tua visita e aproveitar para conhecer aqui o teu sítio. Gostei do visual simples e acho que este poema é uma visão muito pessoal e muito bem conseguida em termos de escrita do problema do divino, que negas. Pois coube ao homem inventar a máquina... Mas será o homem invenção de Deus ou Deus invenção do homem? Vou voltar para ler mais coisas tuas. Fica bem.

Afixado por lique em abril 12, 2004 02:32 PM

Esta visão do mundo lá de cima, de mais alto do que o que vemos da janela de um avião, ou até apenas por ela, pensar nisto, é sair da vulgaridade.

Afixado por leonor em abril 13, 2004 06:52 PM