Que terá a nossa tão bem relacionada violoncelista pensado desta caricatura mal feita do escritor português então mais conhecido no estrangeiro?
Inúmeras anedotas se contavam, deste representante, tão castiço, do salazarismo, naquele Palácio Foz.
Dizia-se que só servia para encher a Casa com as suas amantes: daí a má fama das funcionárias do SNI; que, colhido em flagrante com uma, explicou ao contínuo ser aquilo o resultado do sangue celta herdado de seu pai; que um estrangeiro, ansioso por saber que teria para contar, acerca de seu pai, um filho do grande Eça de Queiroz, saiu de lá desolado por não ter visto senão um idiota que só sabia gabar-se de que sua mãe era filha dos condes de Resende.
Moral disto tudo: os maiores artistas nem sempre sabem ser os pais mais competentes.
Como seriam os filhos de Mozart, que nunca viam o deles? E os de Schumann que também ficaram sem pai tão cedo?
Erratum: onde se lê "condes", leia-se, p. f., "viscondes de Resende".
Afixado por A. M. Costa em abril 26, 2004 05:18 PMNão há dúvida que este poder era ridículo.Prova-o a carta de António Eça de Queiroz. No entanto, eu que tanto admiro a memória de Guilhermina Suggia, sinto um prazer enorme por saber que não se dava ao poder. Os seus "cachets" eram os que cobrava noutros sítios, muito embora os viesse a distribuir por obras de caridade ou, como mais tarde se verá neste blog, ela toca por um preço simbólico para o Círculo de Cultura Musical de Aveiro que estava em situação financeira difícil.
Afixado por vm em abril 26, 2004 07:57 PM