Quase todos os dias me venho aqui assomar.
Não costumo deixar rasto mas hoje tem que ser.
Até porque se liga com um post do Ma-Schamba que o amigo também comentou (o do medronho).
Ora tanto a sua prosa como a citação me transportaram lá para a minha charneca e andanças marítimas. Vem o cheiro do mar, dos percebes, dos búzios, das navalheiras; e o da charneca (eles lá da costa é que nos chamam charnequeiros), os meus poejos e a tal açorda que está aqui assinalada mais abaixo.
Só uma nota de discórdia: Eu cá prefiro-a sem o bacalhau. :)
Um abraço
Manuel Vilhena
Eu que já dei fé de tudo isto , refastelo-me na escrita.
Haverá alma que resista a comprovar ?
Esta forma de "falar" das coisas que construíram/constróem o nosso património vivencial, quanto a mim, são outros monumentos que se erguem.Só uma ressalva, embora considere importante (devido ao meu ofício)certos textos, como é o caso dos de Pequito Rebelo, quanto à informação histórica, do ponto de vista do conhecimento histórico, já não posso concordar. Isto é, como o amigo "Isidoro" pode constatar, estamos perante uma visão de um Portugal apenas de "Egrégios Avós", passadista, nostálgico,etc, com um presente só feito de passado e, como se sabe, o que veio a seguir durante quarenta e tal anos todos nós sabemos. Pequito Rebelo, dentro do Integralismo Lusitano, foi do mais reaccionário que ouve, até mesmo em relação à necessária "evolução" da propriedade e agricultura alentejana. Um dia podemos, quem sabe à sombra de uma azinheira, comer a tal açorda com bacalhau ou até pescada, e falar destas personagens e destas escritas. Não leve a mal as minhas discordâncias mas é o que penso sobre o "assunto".
Um abraço.
A vida só tem graça se for feita de toma lá dá cá. Disponha compadre Caeiro.
O Pequito Rebelo foi efectivamente o artista que descreveu, só que a opinião referida é correcta!