Sem pruridos nem remoques.
Dos muçulmanos ficaram tantas e tão boas , passando pelas manufacturas , engenharias , agriculturas , feições de gentes , interiores e exteriores .
Podemos estar no carreiro contrário ,fora de moda ,mas de certeza que estamos a defender a verdade dos nossos genes.
Continuo a fazer a barba todos os dias , ao espelho ! Olho-me , sorrindo,. . . ainda bem que não sou louro nem tenho olhos azuis!
Ontem tive uns afazeres lá prás bandas de Arraiolos, aproveitei e dei umas voltas pela Vila e nã vi monjas. Vi sim as tais bordadeiras de porta em porta.
Uma achega, o que variou, foi o tema bordado nos tapetes.
Na vinda pra Portalegre virei-me prá mulher e disse-lhe:
-Deixa-me cá meter aqui pelo Vimieiro a ver uma coisa.
-Que coisa?
-Depois digo-te.
Voltas e mais voltas pelo adro da Igreja, e nada, pensei para comigo:
-(deveria ter perguntado, como quem não quer a coisa, aquando dos afazeres por Arraiolos).
O alentejo é isso mesmo, fruto e produto de dualidades, de confluência de rumos, do norte e do sul, cristão e arabizante, da terra e dos mares.
Nota-se no cante, nos tapetes, na religiosidade, nas igrejas e mesquitas, nas relações sociais, na estruturação dessas relações, na organização do território, nas relações culturais, no seu aproveitamento direi judaico-cristão.
O bonito desta região é que temos alma e povo, voz para o cantar e tapetes para descansar.