Mas que grande embrulhada.
Espera-se, que pelo menos agora que foi inaugurada, não caia.
Quanto ao resto da história, já terá perecido por aí.
Já em tempos abordei a questão das obras públicas no nosso País que como todos sabemos começam por ser adjudicadas tendo em vista o decreto-lei que impõe como regra preferencial a proposta económicamente mais favorável apresentadas pelas firmas concorrentes ao concurso público. E as empresas habitualmente menos honestas têm isso em linha de conta e apresentam normalmente a proposta de valor mais baixo porque saibem que o mesmo decreto-lei determina que sempre que se justificar o empreiteiro poderá apresentar ao dono da obra um ou mais pedidos de revisão de preços com base em fundamentos que o justifiquem o que é sempre fácil arranjar. Daí o facto de que uma obra pública do Estado acabar por ter um custo final normalmente superior em dobro que o valor da adjudicação. Escrevi na altura que não encontrava justificação para que se mantivesse esse decreto em vigor e que ainda não tenha nenhum governo tido a coragem ou de o revogar ou introduzir-lhe alterações nomeadamente estabelecer um tecto a partir do qual não seria permitido ultrapassar determinado valor. Mas como sabemos face aos esquemas que existem nos gabinetes técnicos, que projectam e fiscalizam as obras publicas acontecem sempre o disparar dos custos das obras. É que muito embora eles ganhem bem não é com o salário que eles conseguem ostentar a vidinha que têm.
Afixado por congeminações em maio 31, 2004 12:09 AMDepois de todo este romance ainda está por provar se a ponte no projecto original sempre iria cair. Talvez outros interesses obscuros tenham feito "cair" uma ponte antes dela se ter erguido.
Afixado por vmar em maio 31, 2004 01:26 AM