que trabalho bem feito, esta recolha de Orfeu; bom fds;bjo.
Afixado por leonor em julho 17, 2004 03:44 PMPerante tal escolha que fizeste, nada me é possível escrever a não ser: divinal. Imagens belíssimas.
Afixado por wind em julho 17, 2004 04:23 PMContribuo com o Zé Gomes Ferreira, Maria.
Beijos nossos.
Sofres?
Respira.
Não há outra lira.
José Gomes Ferreira, Elementos
Foi contigo, Orfeu
- com a tua boca de acordar pedras -
que aprendi a procurar a melodia da morte
não no céu,
mas no fundo mais cego
de só haver Terra
- calor de casulo.
(Morte, Bicho que corta as próprias asas
para não aumentar o azul.)
José Gomes ferreira, Encruzilhadas
Afixado por Pedro em julho 17, 2004 05:58 PM"Tão fundo o teu perfil e longamente
lavrou os anos que joguei e perco
tão póstumos como ida juventude
que bem poderia um pouco mais de tempo
a consumir-se o incêndio ter levado
ou breve ter deixado lume"
Miguel Serras Pereira in "Louvor e glosa de Salvatore Adamo"
Dia o melhor possível, Maria.
Fica um beijo de profunda amizade
Afixado por LetrasAoAcaso em julho 18, 2004 10:37 AMbonito painel – tarde calma - c.
Afixado por peres feio em julho 18, 2004 11:15 AMProponho:
Philip Glass: «Orphée». ópera em dois actos, baseada no filme de J. Cocteau.
Orphée
Admirez le pouvoir insigne
Et la noblesse de la ligne :
Elle est la voix que la lumière fit entendre
Et dont parle Hermès Trismégiste en son Pimandre.
Guillaume Apollinaire (1880 - 1918)
- Que farás tu, meu Deus, se eu perrecer?
Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso - e se me quebro?
Eu sou tua água - e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.
Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.
Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.
(Tradução: Paulo Plínio Abreu)
Esse também é belo.
Afixado por Graças em julho 18, 2004 04:53 PM- Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Que farás tu, meu Deus, se eu perecer?
Eu sou o teu vaso - e se me quebro?
Eu sou tua água - e se apodreço?
Sou tua roupa e teu trabalho
Comigo perdes tu o teu sentido.
Depois de mim não terás um lugar
Onde as palavras ardentes te saúdem.
Dos teus pés cansados cairão
As sandálias que sou.
Perderás tua ampla túnica.
Teu olhar que em minhas pálpebras,
Como num travesseiro,
Ardentemente recebo,
Virá me procurar por largo tempo
E se deitará, na hora do crepúsculo,
No duro chão de pedra.
Que farás tu, meu Deus? O medo me domina.
(Tradução: Paulo Plínio Abreu)
Esse também é belo.
Afixado por Graças em julho 18, 2004 04:54 PMRilke com tradução de Augusto de Campos é luxo só. só vc mesmo, com sua sensibilidade, para proporcionar essa oportunidade maravilhosa
Afixado por Linaldo em julho 19, 2004 06:18 PM