Não só no Algarve se sente estas alterações, infelizmente elas ocorrerm um pouco por toda o lado! Beijinhos Ana e Vmar, um excelente dia para os dois!
Afixado por Maria Branco em agosto 10, 2004 11:23 AMCom todo esse processo evolutivo de que está a ser alvo a região algarvia e face aos últimos incêndios florestais de que foi alvo, qualquer dia, figos, só os comem aqueles que tiverem figueiras plantadas no quintal. Mas caro amigo não se preocupe que parte das zonas ardidas vão
também elas ser transformadas em aldeamentos turísticos com enormes piscinas oceânicas, campos de golfe e cortes de ténis.
Para mim que tenho família algarvia, o pior foi o que fez às pessoas. Aos sues valores, ao seu modo de vida, à sua concepção de bem-estar.
Raiando o rídiculo é frequente verem-se algarvios de classe média barrigudos, de camisa desabotoada, óculos escuros 'dos caros' e cordão de ouro bebendo café com leite e uísque em pleno Agosto!
Parece que vão tomando juízo...
Sei que são boas pessoa, sou familiar de alguns e amigos de muitos.
Quanto ao desaparecimento da meloa... Pá! se as pessoas pagarem as meloas por um preço que justifique o seu cultivo já se venderiam menos terrenos para o imobiliário.
Porque, oh Vítor, o algarvio de que falas passava muito mal.
Já provaste as papas de xerém? As autênticas? Sem ameijoas nem nada dessas coisas?
Pois é... arghh... alimentaram e nutriram muitos algarvios que hoje têm 40, 50 e mais anos... Se calhar preferem um bom bife...
A tua síntese caro Vítor é demolidora...infelizmente e, sentimo-nos impotentes perante os factos...será mais fácil acreditar em Deus que num Algarve sustentado...qualquer dia constroi-se dentro de água...enfim.Ainda é possível encontrar uns resquícios do antigamente...mas mt pouco.
Um abraço do Morfeu
A evolução da espécie humana, tem dessas coisas.
Troca-se o pão pelo dinheiro, para depois ir comprar o pão mais caro.
Esse Algarve de que falas também o conheci. A viagem interminável de carro (nunca conseguirei compreender como é que a minha mãe punha tanta coisa naquele carro, perante o exaspero do meu pai, e ainda lá cabíamos 4 ou 5 pessoas), a passagem do Alentejo (o carro a aquecer), a entrada no Caldeirão (os furos), a passagem pelo Barranco do Velho :( e aquela excitação de já nos cheirar a Algarve. A espreita constante para saber quem era o primeiro a ver o mar (lembras-te...). O almoço em Faro. A chegada a Tavira ao fim de um dia estafante mas cheio. E depois a praia, a armação, o Barril (muito antes das Pedras)... desculpa tanto espaço mas as saudades são muitas desse tempo, do meu Algarve que não é este de agora.
Afixado por ognid em agosto 10, 2004 11:15 PM