Comentários: Al-Gharb (5)

Pouco a pouco a «normalidade» regresssa à blogesfera, este lugar onde ainda são possíveis os desabafos, e a partilha de ideias, opiniões, experiências, etc... o que é gratificante, apesar das poucas perspectivas de ter qualquer efeito prático, ou contribuir para qualquer mudança, até mesmo de mentalidade; eu sou daqueles que gostaria de não me ficar pela conversa, mas também não entro em «grupos» pelos lindos olhos de quem quer que seja. Isto não vem a propósito de nada; a intenção passava por dar sinal de vida, se estas palavras servirem para isso, então não foram em vão.
O Al-Gharb é o espelho da ganância, da intrujice e da sabujice política em Portugal, de gente que sempre se julgou acima da lei e contou com a apatia plebeia para poder encher o bolso; esta mentalidade impediu o país de implementar projectos de desenvolvimento sustentável, os quais, a medio, longo prazo compensariam o esforço que a nação tivesse que fazer; mas não, as prioridades não passavam por aí.
Será que a classe política deste país alguma vez ousou pensar (as excepções devem ser raras) sequer em sentar-se a uma mesma mesa e debater as necessidades do país, e com humildade, cada um expor a sua opinião acerca do ordenamento do território (tendo por base estudos criteriosos feitos por gente a sério) tendo em conta a necessidade do país ter um modelo de desenvolvimento a longo prazo, digamos com vistas para o futuro e não para o umbigo de uns quantos oportunistas, que tem o desplante de considerar-se patriotas!
O País continua a saque e com toda a sinceridade não vejo vontade política para mudar de rumo, «botar remendos», sim, e entreter o povo com promessas sem fundamento, também...
O doente (o país) não está a recuperar e a onda de patriotismo optimista que engalanou o país e levou a nação a vestir a camisola das esquinas da ignorância revitalizada, desfez-se em pó, cinzas e nada...

Um abraço
Rodrigo Ribeiro

Afixado por Rodrigo Ribeiro em agosto 18, 2004 04:09 PM