Excelente citação, Isidoro. Já agora, é interessante que apesar de não haver mais trabalho diário na lavoura, em época de sementeira e apanha da azeitona, o Rossio de Beringel, por volta das 6 da manhã, ainda se enche de candidatos à jorna aos proprietários que ali rumam nessas épocas.
Por outro lado, o transcrito torna compreensível o facto de os habitantes desses pequenos povos terem aversão a quintais nas suas habitações! De facto, qualquer bocado de terra é logo cnsumido por um casão que servirá para um qualquer fim. Terra é que eles não apreciam dentro dos povos porque já têm muita fora deles.
Abraço
Afixado por carlos a.a. em setembro 13, 2004 12:01 PMExtraordinário trecho
Afixado por jpt em setembro 13, 2004 12:06 PMCompadre Isidoro(joaq...)estou de volta aos poucos e dou de caras com um dos escribas que mais claro falou da "nossa terra querida", como diz a letra do cante, o agricultor elvense (Santa Eulália) Silva Picão, esse autodidacta que conciliou sempre a lavoura com o gosto pelas coisas da cultura. Colaborou em alguns jornais da região, escreveu esse livro maravilhoso etno/antro/histórico, intitulado ”Através dos campos”, livro esse que fala sobre a vida das gentes, dos usos, costumes e tradições das terras de Além-Tejo. Vá postando mais textos do Silva Picão.
Um abraço.
Alves Caeiro
Um post de 5 estrelas!
É por causa de posts assim que este blog se vai tornando uma leitura obrigatória.
:-)
fantástico
Afixado por PLH em setembro 13, 2004 03:01 PMA esta posta só falta o cheiro!
As palavras são as correctas, a imagem (cores, ângulos, luz...)
É!... só falta o cheiro. E é pena. Gostava do cheiro limpo a cal, terra e especiarias dessas casas.
Mesmo assim vejo-me sentado naquela cadeira ao fundo.
Um abraço,
Francisco Nunes
E o segundo livro? É para quando?
A leitura é obrigatória e tem de continuar