Até admito que desta longa lista façam parte falhas de menor importância e que poderiam ser colmatadas se o encarregado da obra estivesse atento ao trabalho efectuado pelo respectivo profissional. Mas aqui se prova o quanto vai mal
a qualidade da construção civil em Portugal. É extramente cara e começa logo após a sua conclusão a requerer intervenções pontuais. Se isto não revela uma crise de valores então o que será?
Atenção que os erros podem não ser só construtivos, mas sim serem resultado de erros de projecto... creio que, para a realização de um projecto de um hospital, a cooperação e sobretudo a pesquisa de informação junto de hospitais já edificados seria sem dúvida o passo mais indicado a seguir...
Quanto ao comentário anterior, para além dos encarregados de obra existe ainda a fiscalização e o projectista. É gritante verificar que com o aumentar da informação disponível não se verifique o acompanhamento da qualidade da construção civil em Portugal.
Quais os valores a verificar tanto na fase de projecto como na sua concretização? Quais as preocupações a ter em conta? Gostaria de pensar que um projecto é concluído com muito poucas dúvidas (depois de analisadas e corrigidas as que inicialmente existiam) e que na execução do projecto houvesse vontade e conhecimento para fazer o melhor possível (nem só vontade nem só conhecimento).
Tiago e Raul, ao colocar este post a ideia foi chamar a atenção da comunidade para esta questão. Não pretendi de alguma forma atribuir responsabilidades a alguém. Decerto alguém as terá de assumir e muito provavelmente mais de que uma entidade. O escandaloso para mim é que se assista a situação destas, especialmente numa altura de parcos recursos em que os estes deveriam ser racionalmente despendidos. Mesmo numa altura de fartura eram incorrectos estes erros, que necessariamente elevam os custos da obra em muitos milhares.
Afixado por vmar em novembro 30, 2003 04:51 PM