Não se afirmam nem no plano internacional, nem no nacional. Mas de facto os resultados do investimento nunca estão disponíveis a tempo das próximas autárquicas. E, para o futuro, não temos classe política. Que só consegue ver o imediato. E mesmo este, o próprio!
Afixado por Placard em janeiro 15, 2004 06:48 PMMas o grande problema é que os docentes no pós 25
de Abril, acharam por bem remeter em exclusivo
a tarefa da educação no sentido das boas maneiras para os seus encarregados de educação, porque argumentavam que a eles só lhes cabe a exclusiva tarefa de ensinar os respectivos programas que leccionam. O resultado está à vista. São bastas as vezes em que eles próprios
são vítimas da adopção dessa filosofia.
O problema da educação está no sucateamento das escolas em todos os níveis (Fundamental, Médio,profissional, na graduação e pós-graduação). Cresceu o número de faculdades e cursos, mas não a qualidade desses. Escolas funcionam na clandestinidade. Isso é mal, pois faltam escolas universitárias com preços acessíveis aos estudantes de baixa renda. Resta a escola pública que tem sido desmantelada, em muitos casos com corpo docente acomodado, e investimentos escassos. São Professores destimulados por baixos salários e por falta de material adequado em sala de aula. A competitividade é uma piada, pois somente aqueles que podem pagar, tem influencia ou conhecem alguém com influencia, conseguem vencer notoriamente. Outro ponto é a corrupção em todos os níveis da sociedade. O superfaturamento e os que mamam de maneira vil com intuito de engordarem seus bolsos, mas não seu moral.
A pergunta é: O que fazer com a corrupção no país?
A educação é ponto fundamental de crescimento intelectual e profissional. É libertária pois, delimita o poder das elites sobre as massas,
mas o controle que eles fazem, delimita também a entrada no mercado de trabalho dos indivíduos que estão chegando,penaliza os antigos com demissões, em uma estrutura de mercado, onde individuos acima de 40 anos estão velhos para ocupar as vagas no existentes, e mão-de-obra barata, apesar da bagagem acadêmica. Sobra apenas, na visão dos desesperados, sair do pais e trabalhar em lugares, dos quais não o fariam se estivessem aqui. Trabalhar não é desonra, mas quando alguém jovem, recem-saido da universidade vai lavar pratos em Miames da vida, e viver na clandestinidade, isto sim, é vergonhoso, é sinal de que estamos muito mal.
Confesso, que como brasileira estou desmotivada. Não creio que os governos possam mudar a situação do pais, seja ele qual for. Mudar está em nós. É preciso mudar a visão, é preciso continuar estudando apesar das dificuldades, pois só assim, cidadãos bem informados poderão exercer,exigir seus direitos e deveres.Apesar de saber que as vontades políticas terão sempre inportância e poder de agir contra ou a favor, em direção a nós.
Meu protesto na próxima eleição será não eleger ninguém; comparecerei, pois sou obrigada por lei, mas é só.
Pelo que aqui conta a Cristina, países diferentes realidades semelhantes. E por esse mundo fora haverá muitos mais casos semelhantes, nos efeitos e nas causas. Enquanto o homem não mudar mentalidades e maneira de ser será muito difícil mudar o sistema, as regras e o acesso á educação. O mesmo se passa no resto da vida, social, económica ou cultural. Ou seja, mais que uma revolução político ou económica, é preciso, antes de tudo, uma revolução de mentalidades e de pensamentos. Mas esta é uma batalha longa, com todos, ou quase, a puxar para o mesmo lado. Enquanto não o fizermos, o ditado "dividir para reinar" será lei e continuaremos no nosso triste trajecto.