Concordo plenamente.
Afixado por vergonha em janeiro 27, 2004 04:54 PMQuem manda nos Estados Unidos, dizem, é o sr. Bush. Mas quem manda no sr. Bush e seus acólitos são os senhores capitalistas fabricantes de lucros e mais lucros. E é em nome do Deus-lucro que a política externa americana tem sido e continua a ser uma sucessão de guerras em terra alheia, invasões, intervenções militares, manobras baixas para destituir governos que não lhes interessam, etc. etc. Tudo em nome da “liberdade” dos povos oprimidos – os tais invadidos – e da defesa da “democracia”, conceitos que manipulam a seu bel-prazer.
Alguns exemplos avulsos: Vietname (os americanos deram-se mal mas não aprenderam nada com a lição); Chile (ajudinha ao Pinochet, que isso de ter algumas riquezas, como o cobre, nas “mãos do povo” não dava jeito nenhum aos senhores do capital); o famigerado embargo a Cuba (o ditador Fidel ainda por lá continua, cada vez mais senil e mais ditador, a mandar calar e matar, e o povo é quem tem sofrido décadas a fio com a falta de produtos essenciais); intervenções diversas em vários países da América Latina;
Iraque (Guerra do Golfo, iniciada com a invasão do Koweit) que deixou o Saddam no poder e o povo na mais famélica fome e miséria); Apoio descarado ao Bin Laden, mais tarde convertido em inimigo nº 1, criação dos Talibans, anos depois passados a inimigos declarados. Recente intervenção no Iraque, á procura de umas armas de destruição em massa que ninguem encontrou.
E tudo porquê? Por causa do petróleo, do comércio da droga (a papoila do Afeganistão), dos gasodutos, da prosperidade da indústria de armamento dos EUA e de diversas outras indústrias e serviços que prosperam com a guerra (da farmacêutica aos alimentos embalados, etc, etc), enfim, por dinheiro e pela política ao serviço do dinheiro. O resto é tudo tretas.
Só que – e nisto reside a tragédia – cada intervenção armada americana deixa atrás um rasto de sangue, destruição e morte de milhares e milhares de civis inocentes, homens, mulheres, velhos, crianças. Mas também um rasto de ódio. Ódio contra o invasor americano. E esse ódio, nem sempre manifestado mas real, aliado ao desespero das populações acossadas pela guerra e suas sequelas, é manipulado pelos líderes pseudo-religiosos fundamentalistas, fabricantes de terroristas em série, crentes que ganham o paraíso e os favores de Alá ao fazerem-se explodir num avião em NY, numa praça de uma cidade israelita, contra uma qualquer embaixada.
E assim, por força da sua política externa belicista, os States se tornam cúmplices dos terroristas.
E como rápidamente se esqueceram desse terrível massacre de vietnamitas e da derrota que lhes foi infligida com a morte de inúmeros soldados americanos para além das sequelas noutros, depois
disso a que outras guerras se têm dedicado e a quantas mais não se irão dedicar. Eles tem de escoar o produto que produzem nem que para isso os delegados de propaganda belicista tenham de ser os próprios soldados americanos.
Agora os papéis inverteram-se. O comentário da amendoamarga merecia honras de post perante esta singela recordação de um dia negro para os EUA.
Afixado por vmar em janeiro 27, 2004 07:31 PM