Tive o prazer de o conhecer, ainda que brevemente. Numa viagem de comboio entre Braga e Lisboa, vinha eu a ler as 'Vinhas da Ira' e ele obrigou-me a ler a última página. Foi o início de uma grande conversa no bar do Intercidades. Meses depois falecia em Braga...
Afixado por Maria em fevereiro 10, 2004 05:29 PMApenas algumas correcções; crítica construtiva.
Houve alguns livros publicados enquanto Alba estava na rua: O último publicado em vida ainda teve as suas provas revistas por ele próprio em casa do amigo Vergílio Alberto Vieira.
Ele ia constantemente a Lisboa visitar as suas duas filhas, Sónia e Neide.
E por fim, ele não foi encontrado morto na rua, ele foi brutalmente assassinado por um condutor em Braga, ao atravessar uma via rápida sem usar a passagem aérea. O condutor pôs-se em fuga e nunca foi identificado para assumir a responsabilidade dos seus actos. A sua consciência o julgará.
Sebastião Alba costumava dizer que a sociedade dava com uma mão para tirar com a outra. Tinha que desapreender o que lhe tinham ensinado... não era para ele, a vida confortável com ar condicionado, cartão de crédito, comprar o jornal "A Bola" todos os dias e ver o Preço Certo... como muitos hoje em dia que fazem desses rituais os seus rituais de sobrevivência. Porque não vivem.
Sebastião Alba era uma pessoa de uma cultura profunda e um génio poético ímpar, porque único.
Agradeço-lhe a homenagem e espero que venha a descobrir mais sobre ele, aconselho-lhe o livro "Albas" da Quasi, de 2003.
Não se irá arrepender.
Uma abraço.
Afixado por José Leitão em fevereiro 18, 2004 05:14 PMSó agora conheci Sebastião Alba, mas é como se já fosse amiga dele para sempre. E acho que vou ser. Acabei de ler "Albas". Ou melhor, não acabei, porque me dá vontade sempre de abrir uma qualquer página e deixar-me ir, vida a dentro.
Obrigada, Sebastião Alba.