O terrorismo global, como hoje o conhecemos - sem rosto - tornou-se uma ameaça depois dos ataques injustificados pela admnistração Bush no Afeganistão e Iraque.
Defendem hoje em dia que não deve existir diálogo com os apelidados terroristas, quaisquer que sejam, retirando da mesa uma das ferramentas que permitiram a evolução para a independência e democracia de muitos (alguns novos) estados nos anos 50, 60 e 70, principalmente.
O final da história? Sem qualquer diálogo, provavelmente só se ouvirão no futuro bombas e metralhadoras, a única linguagem percebida agora (ao que parece), pelas partes envolvidas nos conflitos. Infelizmente.
Tomava este blog como sério, mas vejo que se dedica a publicar também artigos de propaganda (e de auto-propaganda), que falam muito etereamente sobre os factos ao mesmo tempo que os pisam.
De facto, torna-se complicado sequer comentar algo de teor puramente linguístico, que tem uma ânsia brutal em mostrar a sua veia criadora...
Afixado por Mário em abril 16, 2004 04:12 PMMário:
o objectivo deste blog é também deixar registadas opiniões/posições sobre problemas/situações/acontecimentos da mais variada ordem. Da junção/conhecimento de posições tão diversificadas quanto possível é possível (passe-se a repetição) elaborar sínteses muito interessantes e reveladoras de correntes de opinião/posicionamentos políticos, etc...
Registo este teu comentário como um importante contributo. Porque deixa opinião.
Obrigada.
Mais uma vez, só li questões pontuais.. porque não falar da bomba de Iroshima, dos milhares de palestinos que forma expulsos por israelenses de suas terras, porque não mencionar o fato de que não existem provas cabais de que foi a temida rede Al Qaeda quem atacou o WTC etc.. terrorismo? de quem??
Estou terminando minha monografia sobre o COnceito de Terrorismo no Legislação Brasileira e no DIreito Internacional e percebi ao longo do estudo que essa é uma questão muito delicada. Principalmente porque não podemos identificar ao longo da história uma característica comum entre os praticantes dos atos terroristas. Ora foi fomentado pelo próprio Estado em busca de um inimigo comum entre seus cidadãos, ora foram grupos organizados com objetivos de tomar o poder e hoje vemos grupos que atravessam as fronteiras de suas crenças e ideologias para praticar o terror na casa longincua do inimigo. Acredito que devemos nos atentar para os motivos que levam essas criaturas a querer essa dissiminação do pânico, pois podemos estar auxiliando-os com nossas políticas míopes.
Afixado por Fernanda Lohn em junho 29, 2004 02:58 PMQuero agradecer ao Sr. Carlos Vale Ferraz pelo brilhante artigo de opinião no Publico de 29-10-2004, sobre "O Iraque e o cerco dos EUA à Europa".
Tal e qual. A minha revolta encontrou eco.