Comentários: Bombardier ganha concurso do Metro do Porto. E agora?

Como a Bombardier encerra a fábrica em Portugal leva a encomenda para executar noutro País. Sobre a solução da Bombardier fiz um post em que sugeria que os operadores ferroviários deste País, nomeadamente a CP, Carris e Metro, juntavam-se e criavam a sua própria empresa de construção de combóios e respectiva manutenção, deixando de ter que recorrer ao lançamento de concursos públicos para aquisição de carruagens.

Afixado por congeminações em abril 19, 2004 10:35 PM

Estimado Paulo Ribeiro
O BioTerra é um blog sobre Ambiente e Educação Ambiental e imbuído do espírito do 25 de Abril.Como O Prof.Fernando Rosas disse o espírito da Revolução do 25 de Abril já é genético.A prova é a existência de jovens mais reactivos e participativos...mas mesmo assim há tanto a fazer....
Abraços

Afixado por João Paulo Soares em abril 21, 2004 04:36 PM

Para a Comissao de Trabalhadores da Bombardier

Exmo. Sres,

Escrevo desde a emigração e como trabalhador , preocupado pelo anúncio de mais
um encerramento de fábrica em Portugal como o caso da fábrica de comboios da
Bombardier.

Vejo nos jornais que os trabalhadores da Bombardier estão em luta na
Amadora e gostaria apresentar-lhe máis uma ideia para tentar com propostas que
a unidade industrial não encerre.

Achamos que os trabalhadores deveriam apresentar diante da Bombardier e
do Governo, uma proposta de integração da fábrica de comboios na empresa EMEF
(Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, empresa do grupo CP,Comboios
de Portugal) A EMEF - Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, SA, é
uma grande Empresa da área metalomecânica, e está inserida no CAE (código de
actividade económica) de fabricação e reparação de material circulante para
caminho de ferro.

A proposta seria de que a integração da fábrica Bombardier na EMEF vai criar na
Grande Lisboa uma unidade oficinal e industrial que possa integrar os
trabalhadores da Bombardier que no caso de que a Bombardier não deseje
continuar a actividade industrial, esta unidade autonomizada poderia continuar
a produzir sob encomendas comboios,metros..e material ferroviário para o
mercado nacional e ibérico MULTIMARCA. Falariamos dum caso como foi o acordo
entre o Governo portugués em 1988 e a Renault quando a fábrica de Setubal da
Renault Portuguesa passou a ser SODIA e continuar a produzir carros mas, neste
caso, a garantia de continuidade industrial deve ser negociada e pactada entre
os Trabalhadorese a Bombardier para que a unidade da Amadora possa ter
continuidade no tempo pelo que a proposta de integração na EMEF tornaria
possível quer um clúster ferroviário no pais quer a continuidade e consolidação
da EMEF como grande grupo industrial nacional no sector da ferrovia, com ajudas
para empurrar a empresa dadas pelo governo. COMO NO CASO DA SODIA DE SETUBAL, a
área industrial da BOMBARDIER DA AMADORA DEVE SER INTEGRADA NA REDE DE PARQUES
INDUSTRIAIS DA API (Agência Portuguesa para o Investimento) dependente do
governo e como áreas industriais em todo o pais.

Existem máis casos no pais que amostram que esta proposta seria máis
interessante para o futuro dos trabalhadores: vejam o caso da Bayer em Coimbra
que deixou de estar presente mas não encerrou a fabrica de S.Martinho do Bispo
e segue comprando a produção a empresa Bluepharma em que se transformou depois
com trabalhadores e directivos em forma de LBO(Leveraged Buy Out). Falamos da
unidade da C.A.C.I.A autonomizada pela Renault em Aveiro e que também produz já
para outras marcas.

Falamos pois de criar sob a EMEF-CP;governo português e a Bombardier e a
Siemens duma fábrica independente,nacional e que sob "OUTSOURCING" pode
construir no pais para todos os concursos e encomendas nacionais do Metro, de
comboios quer da Bombardier quer doutras marcas inclusivemente. A cedência das
instalações da Amadora pela Bombardier é precisa .

Existe já um entendimento entre a Bombardier e a EMEF no caso do Metro do Porto
já que no Grupo Oficinal do Porto - GOP em Guifões-Maia é realizada a
manutenção das unidades do metro do Porto (Bombardier). Vejam na internet a
página da Emef: www.emef.pt

Também a cooperação empresarial entre a Bombardier e a espanhola TALGO que
fabrica comboios de Alta Velocidade poderia ser acrescentada no caso de
Portugal com a instalação duma unidade da TALGO para o mercado nacional e para
a futura rede de alta velocidade portuguesa. A Bombardier comprou no passado a
Soreframe para comprar um mercado não uma fábrica e agora tenta deixar a
Portugal sem fábrica e participar em concursos públicos?

Por tanto, acho que estas propostas podem ser máis uma iniciativa para que
neste pais se podam fabricar comboios,manter postos de trabalho e criar um
grupo industrial nacional.

Cumprimentos

Francisco Ber.

Afixado por amaro em maio 5, 2004 01:14 AM