A construção em taipa, disse-mo um amigo arquitecto, está a ser recuperada no litoral alentejano...
E ainda bem! Estou farto de ver casas em tijolo com traça de casa de taipa.
Pretendi contruir em alvenaria de pedra parte da minha casa... Um pesadelo com os ditadores dos PDM's. Às tantas, já bruto, disse ao arquitecto que me garantia que no Alentejo não se construia em pedra:
-A casa do seu tio é de alvenaria, e já não faço casa nenhuma...
Pronto! venci a parada.
A minha casa acabou com uns muros em pedra e cimento armado. Caiei-a e tudo. Mas isso é outra história...
Um dia destes havemos de beber um copo por aqui e conto o resto...
Um abraço,
Francisco Nunes
Para além das paredes de taipa, sempre suportadas pelos contrafortes, a fim de aguentarem o peso do telhado, o que mais me impressiona são as abobadas em tijolo.
Feitas "a olho" por verdadeiros pedreiros livres, daqueles que não precisam de aventalinho, pois o seu saber é intuitivo.
nota: não fazem trafego de produtos proibidos.
Afixado por António Carrilho em abril 20, 2004 09:55 AMAmigo Isidoro, o Alves Caeiro é o nome do Albardeiro, isto também para dizer que ainda me lembro, na minha infância, de ver construir uma parede de taipa. A outra coisa, era para aproveitar a deixa do Francisco e dar azo ao BOM Gosto de querer beber um copo; olhe que é uma ideia de BOM Senso, "coisa" que o comentário assinado por um tal "sagher" num post sobre o Zapatero não pareceu ter.
Um abraço.
"Foram cravos, foram Rosas" - Manuela Moura Guedes;
"Só não mudam os Burros" - Mário Soares;
"Nas caldas" - Zé Povinho
parece que o exercicio da livre tribuna é, para alguns, um caso de incómodo, diria até que começam recordar nostalgicamente o tempo em que, alinhados como carneiros, todos revelavam ter " BOM SENSO " coisa aliás indispensável para uma vida regrada e armoniosa, pois daqui vos digo com muito orgulho um poema de um POETA EBORENSE que durante anos se dividiu entre o alentejo real e os alentejos construidos em redor de Lsboa:
de ANTÓNIO MONJINHO
OS RAPAZES DO MEU TEMPO
Osrapazes do meu tempo morreram
todos. Só que alguns ainda não
sabem...
quando eram novos tinham como
eu o vezo de arrazar o Mundo
Mas
tinham tanta pressa de crescer
que ultrapassaram tudo
adiaram
tudo|
principalmente o gosto de mudar
a vida....
e agora andam por ai à espera da
caridade de um coveiro que lhes
acomode os ossos
os rapazes do meu tempo
os rapazes de
todos os tempo
morreram cedo. Puzeram tanta força
em ser adultos que não aguentaram
o peso da idade
por tudo isto é que eu sempre me
recusei a crescer
escrito a 5-2-1982
por ANTÓNIO MONGINHO
O blog do Isidoro não tem este propósito, mas o "sagher" até teve uma certa piada. Existem duas maneiras principais de tornar possível o impossível. A primeira é ter bom senso. A segunda, acredite, é não utilizá-lo. A pessoa de bom senso pode, por sua conveniência, não utilizá-lo às vezes (algo que a pessoa de bom senso tem plena consciência, pois ela sabe respeitar e entender as diferenças individuais).E com isto dou por encerrada a questão com o "sagher".
Isidoro temos que beber esse copo proposto pelo Francisco - podia ser na Adega em Mourão.
Um abraço.
Óh SAGHER, mói-te, mói-te que bates na porta errada. Atão ainda não percebeste que nem sequer funcionário público sou? Além de que nem sequer ao meu filho mudei os cueiros.
Afixado por Isidoro de Machede em abril 21, 2004 12:49 AMOlá a todos, serve este comentário para alimentar a curiosidade dos participantes nesta 'conversa' para uma página da internet www.centrodaterra.org, de uma associação cujo objecto é, nem mais, as construções em terra.
Por curiosidade também, este fim-de-semana em Évora irá ser inaugurada uma exposição sobre o tema. Ficam então convidados.
Até outra oportunidade.
Viva. O meu nome é Ricardo e sou estudante de arquitectura. Gostaria se fosse possível, que alguém me pudesse indicar alguns sites, livros ou pessoas que soubessem sobre construção em terra, uma vez que é um assunto que me interessa bastante. Obrigado.
O site está porreiro!
Um abraço
sou filho desta terra, e de ela nunca me eide esquecer, a ti santo aleixo da restauracao irei recordar-te ate morrer. terra mais linda ainda nao vi, historia como a tua tb nao, assim falarei de ti para os meus filhos ate mais nao.
Afixado por manuel gaoncalves machado em agosto 13, 2004 09:26 AMRicardo se apos visita ao site do Centro da Terra necessitares de mais informação sobre Arquitecturas de Terra contacta-nos a solicitar o que pretendes.
Afixado por Catarina Pereira em setembro 2, 2004 06:19 PMRicardo se apos visita ao site do Centro da Terra necessitares de mais informação sobre Arquitecturas de Terra contacta-nos a solicitar o que pretendes.
Afixado por Catarina Pereira em setembro 2, 2004 06:21 PMOlá a todos. Queria ser Alentejano puro, mas nao o sou, é-o, a minha querida mãe, que nasceu numa aldeia perto de Mértola, a Vila Museu que desde pequenino me deu a conhecer. Neste momento restauramos a casa dos meus avós, mas que infelizmente as paredes da fachada tiveram que ser em tijolo... uma aberração e ofensa a esses livres "arquitectos" alentejanos.
Sou Designer à dois anos, e gostaria que se conservasse estas construções...porque não criarmos uma associação que desse mais acesso aos mestres da taipa, que sei que existem...
Aqui deixo um fósforo, que espero que seja aceso...
Se houver alguém com vontade de fazermos algo, por favor contactem-me João Costa 966031369