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Uptime do servidor: 15 novembro 2004João Pedro da CostaReferido como o melhor blogger nacional, pelo menos duas vezes, eis... Taram... Taram... Taram... João Pedro da Costa! Desculpa-me mas tenho de começar com esta pergunta. Tens tendências suicidas? Outros problemas? (Só um momento, tenho de ir ali desligar o gás…). Claro que não, sou um jovem católico que acredita na virgindade antes do casamento e nos sacramentos do Santo Ofício (se calhar é melhor ir abrir as janelas). Quanto a outros problemas (cof cof), aprendi a não valorizá-los, na medida em que a nossa existência não passa de um efémero apeadeiro rumo à vida eterna. Queres falar um pouco dos teus coelhos suicidas e do Andy Riley, blá blá blá. Podes aproveitar para falar pelo teu gosto pelos cartoons! O Andy Riley é um génio. A série «Bunny Suicides», já com dois volumes publicados pela Mad About Book, é na minha opinião a ideia mais original e fresca que surgiu nos últimos anos no mundo da BD. Como brincadeira, comecei igualmente a desenhar os meus: primeiro, de uma forma tímida, adaptando apenas os cenários criados pelo próprio Riley para a realidade portuguesa, e depois de uma forma mais arrojada e irresponsável, ao inventar os meus próprios «coelhos suicídas». Para além do gozo que me dá desenhar aqueles bichinhos, o que me enche de felicidade é o facto d’As Ruínas terem despertado o interesse de muita gente pelos livros de Riley (já agora estejam todos atentos à próxima animação da Disney, «Gnomo & Juliet», que é igualmente produto da mente fértil desse senhor). Os cartoons e a BD são, de facto, uma paixão antiga. Infelizmente, as editoras nacionais (salvo algumas honrosas excepções) limitam-se a publicar coisas gastas, mainstream e politicamente correctas. Um exemplo paradigmático é aquilo que a Baleia Azul fez com a melhor tira cómica depois do Calvin: publicou os dois primeiros volumes do MUTTS há já quatro anos e nunca mais editou o resto, quando, nos EUA, a série já vai no 10.º volume… E nem sequer se pode falar de desinteresse do mercado, porque o volume I já vai na 2.ª edição. De facto, há coisas que não consigo compreender. Em pouco tempo o teu blog ganhou uma evidente notoriedade e já foste referido como o melhor blogger nacional. De que forma é que isso te afecta? De todas as formas possíveis e imagináveis (vou fechar outra vez as janelas e, caramba, acho que tinha por aí um isqueiro). Depois dessa afirmação irresponsável do Monty (que é um querido), espero que as pessoas compreendam que As Ruínas irão doravante fazer jus ao seu nome. Penso que irei entrar numa fase muito semelhante, e peço desculpa pela analogia política, àquela que viveu o 2.º governo de Guterres. Para quem gosta de decadência, o blogue irá ser uma fonte inesgotável de prazer… O que é que o teu blogue diz de ti? Ou se preferires, o que é que dizes ao Talvez seja um pouco ingénuo nesse aspecto (caneco, este isqueiro não funciona). Embora haja sempre um processo de construção inerente ao «João Pedro da Costa» que assina os posts, a verdade é que me revejo na quase totalidade do que lá escrevo. Quase a fechar, a pergunta que normalmente abre estas entrevistas. Como te tornaste um blogger? E já agora, porque continuas a sê-lo? Tornei-me um blogger por uma razão muito prosaica e assumida no meu primeiro post: estou desempregado e o blogue pretendia ser uma forma de terapia (é melhor ir ligar outra vez o gás). Como é óbvio, a coisa evoluiu de uma forma vertiginosa e o simples facto de estar a responder as estas perguntas é a prova disso. Também devo dizer que há pessoas que admiro imenso na blogosfera e que, de certo modo, quis me sentir um pouco mais próximo delas. Apenas três exemplos: o Daniel Oliveira (que tem sido muito injustiçado ultimamente), o Em relação à tua segunda pergunta, muitas vezes me pergunto o mesmo e, para já, só encontro uma razão válida: o facto d’As Ruínas possuírem um dos conjuntos mais gentis e distintos de comentadores da blogosfera. Queres deixar alguma mensagem?
Comments
:) Um monstro, um verdadeiro monstro. Vai inchar tanto que niguém o vai aturar. A ele e mais aos coelhos dele. Grande abraço, João Pedro! Não dá para escrever muito que não estou no meu PC, passei por este por acaso e fui dar aqui uma olhadela... Mas é sabido, o quanto aprecio as Ruínas. A seguir ao nosso é o blog onde passo mais tempo! E sinto uma enorme admiração por tudo o que já aqui foi referido - a escrita, a música, os desenhos, o himor, a creatividade... Bolas, rapaz, mostra lá um defeito, que assim até enjoa... Posted by: Emiéle at novembro 15, 2004 11:25 AMDefeito? É um ganda peneirento! Posted by: Monty at novembro 15, 2004 12:53 PMA propósito desta despropositada e mui rota afirmação: Aguardo resposta urgente. Bem, como é que eu hei-de explicar, sabes Monty, o Paulo Querido é, ora portanto, quando escreveu aquilo, ele não, quer-se dizer, não era como tu que, não sei se estás a ver, até porque o vento lá fora quando sopra é bastante, enfim, é bastante, enquanto que tu, er, no fundo, toda a gente sabe que, aliás, até tu sabes que coisa e tal. (Fiz-me entender, não fiz? ;) Obrigado a todos. Ainda me matam do coração. Posted by: João Pedro da Costa at novembro 15, 2004 03:42 PMOs Queridos algarvios usam maiúscula, Monty! Os queridos do resto do país, andam de letra pequena e mai nada! Parabéns, JP. Merecidos,além das muitas outras razões já mencionadas, por me teres dado a conhecer o "Go", que estou a ouvir para aí pela milionésima vez. Posted by: 1poucomais at novembro 15, 2004 03:52 PMAs Ruinas Circulares é sem dúvida um dos melhores blogues que por aí anda. Se o rapaz arranja emprego é que está tudo estragado. Posted by: Ricky G. at novembro 15, 2004 04:04 PMPfff. Eu ainda não percebi o porquê de tanto alarido em torno dessas ruínas decrépitas. Filho meu não fazia um blogue desses, era só o que faltava! As grandes Ruínas Circulares e o seu autor estão de parabéns mais uma vez. Tenho aqui um rastilho de pólvora e o discurso do Pedro Santana Lopes no congresso, se houber por aí alguém interessado... Parabéns João Pedro. Abraço Parabéns mais que merecidos! Desde a vez em que pousei a os olhos em ti, perdão, nas tuas escritas, com a história do mafioso do Minorca, que cá dentro se fez um 'clic' literário. (Uma pessoa está umas semanas nem visitar blogs e é só surpresas :) Posted by: vague at novembro 17, 2004 05:02 PMPela parte que me toca, não confirmo sequer que os Queridos algarvios usem maiúsculas. Posted by: Paulo at novembro 18, 2004 05:09 AMParabéns pelo destaque. Merecido. Posted by: nikonman at novembro 21, 2004 06:10 PMO rapaz merece. Merece mesmo. Posted by: José Mário Silva at novembro 23, 2004 01:38 PMEste homem, sim. Este homem é o máximo. À parte o plagiar o Shaining do Kubrick, é de facto o máximo. Um blogger medíocre, em conclusão. Um abraço muito especial ao José Mário, que foi o primeiro (o blogue teria na altura uma semana de existência) a linkar As Ruínas. Obrigado. Posted by: João Pedro da Costa at novembro 24, 2004 07:01 AM650 http://www.dish-network-w.com 8579 right spot ruffus Posted by: hoodia gordonii at fevereiro 3, 2005 09:22 PM7053 Very nice site. Well done Posted by: cash advance at fevereiro 14, 2005 05:38 PM |